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FAE lança novas startups no mercado por meio de um inédito processo acadêmico

14 Fevereiro 2020

O BMaker, projeto empreendedor voltado à nova economia, foi lançado para desenvolver empresas digitais com bases tecnológicas A FAE Business School, por meio do BMaker, uma disciplina isolada de
empreendedorismo focada na construção de um negócio digital, apresentou quatro novas startups em 2019: a You Clinic e a Credit Club, no segundo semestre, e o Karonero e a GoTalk, no primeiro. Os novos negócios validaram suas ideias para uma banca de avaliadores formada por atores do ecossistema de inovação. As equipes de alunos empreendedores fizeram seus pitches respeitando um formato idêntico aos processos praticados no cenário da nova economia. Os participantes fizeram parte de um projeto-piloto, em um modelo de inovação aberta, que foi construído em parceria com a Z1 Originn e com o Distrito Spark CWB, hub de inovação que tem a missão de conectar startups a grandes empresas. “É uma honra chegar a esse momento e ver que aquilo que idealizamos para um formato acadêmico inovador evoluiu a ponto de nascerem, nos corredores da FAE, empresas reais, que estão inseridas na economia digital. Trazer a metodologia pedagógica para o cenário da formação de startups foi realmente um desafio, que só foi possível porque temos a premissa de estimular a atitude empreendedora e trazer a inovação para o centro das ideias, a fim de criar soluções mais sustentáveis, capazes de auxiliar no desenvolvimento de uma sociedade mais justa, consciente e sustentável”, destaca a coordenadora do BMaker, Claudia Machado. Ela ainda completa dizendo que “a viabilidade do BMaker também é resultado de uma metodologia totalmente diferenciada do que se vê por aí. Nosso diferencial é que usamos a fortaleza do capital intelectual e de inovação que temos na FAE, com toda a expertise dos nossos parceiros estratégicos que estão entre os melhores profissionais do ecossistema de inovação de Curitiba”, observa a coordenadora. Na vanguarda do conhecimento Alunos encontram apoio no cenário acadêmico para alavancar suas carreiras e adquirir mais conhecimento sobre os processos da nova economia Shutterstock A nova economia impõe desafios também às instituições de ensino que, mais do que adequar-se a ela, entenderam que devem guiar e criar oportunidades para uma nova geração de profissionais/pessoas que precisam desenvolver um novo perfil, com soft skills como capacidade de comunicação e multiconhecimento, capazes de transformar ideias em soluções inovadoras. Foi nesse cenário que nasceu o BMaker, um projeto que entende que uma trajetória de aprendizado inovadora é capaz de mudar o mindset das pessoas, uma transformação essencial para a adaptabilidade à era 4.0. “O que a FAE oportunizou com a concretização do BMaker é a prova de que tudo aquilo que a gente vê do lado de lá, no Vale do Silício e em universidades como Stanford, por exemplo, começa a acontecer aqui. Acompanhamos o nascimento de empreendedores, founders, apaixonados por suas ideias, que farão de tudo para ver seus negócios acontecerem”, pontua o professor mentor do BMaker, Ricardo Pereira, founder da Saphari Business Analytics. Para Gustavo Comeli, professor mentor do BMaker e regional manager do Distrito, “esse é um modelo piloto que deve causar impacto na formação dos novos founders. A FAE mostrou grande capacidade e inserção na era das megatendências. Esse modelo de jornada empreendedora demonstrou que a instituição também faz parte da nova economia e está na era 4.0, transformando os profissionais para que possam atuar e contribuir de maneira ativa como atores do ecossistema de inovação”, pontua. BMaker A busca incessante pela inovação e por novas práticas pedagógicas que possam oportunizar ao aluno da FAE a mudança de mindset, capaz de inseri-lo no ecossistema de inovação, fez nascer o BMaker que, em inglês, significa Construtor de Negócios. O projeto foi idealizado para estimular a atitude empreendedora, com base em situações reais, envolvendo profissionais que já atuam nesse novo panorama da era digital. Para reafirmar o propósito business e o compromisso com a vanguarda, a FAE estende esse modelo a alunos de graduação, ex-alunos e públicos de interesse como disciplina isolada, que pode ser adquirida individualmente por todos aqueles que têm a intenção de criar ou transformar um negócio na era da nova economia. “Se o aluno de pós-graduação quiser escolher o BMaker, como opção de conclusão de curso, pode. Se o aluno de graduação, independentemente da instituição em que estuda, quiser participar da jornada empreendedora, será enriquecedor. Estamos abertos à comunidade. Se alguém quiser apenas obter essa experiência, contando com mentorias personalizadas e apoio de professores mentores como orientadores, também é possível”, explica o diretor da FAE Business School, José Vicente Cordeiro. A criação de empresas reais nas instituições de ensino traz realidade de mercado à sala de aula Shutterstock “Possibilitar ao aluno de graduação cumprir uma jornada como a que o BMaker oferece, antes mesmo de ter concluído o ensino superior, dará a ele a oportunidade de desenvolver soft, hard e digital skills, essenciais para a vida profissional, e uma maturidade profissional diferenciada, alinhada à globalização da era digital”, explica o pró-reitor acadêmico, Everton Drohomeretski. Tecnicamente No BMaker o aluno cumpre uma jornada empreendedora digital, por meio de uma plataforma desenvolvida pela Z1/Originn, que, ao longo do processo, vai guiando a ideia até que ela esteja apta a sair do papel e virar uma empresa com capacidade de atuar nesse universo competitivo. Ao longo de 26 semanas, os alunos têm acompanhamento por equipe e coletivo. Os empreendedores do BMaker também são incentivados a buscar em sua própria rede pessoas que tenham identificação com o projeto e que possam unir-se a essa jornada, que é 100% cocriada, pautada num conceito de compartilhamento de conhecimento e construção de novas conexões. “É sensacional ver esse processo acontecer. Como professor a gente vê o impacto das orientações e, o tempo todo, acompanha a construção e a desconstrução, a construção e a desconstrução...”, pondera Pereira. You Clinic A You Clinic é uma plataforma de compartilhamento de consultórios odontológicos. A intenção da empresa é sanar, principalmente, duas gaps desse segmento: a dificuldade de preenchimento de agendas que os profissionais recém-formados enfrentam e a impossibilidade de adquirir consultório próprio que muitos dentistas iniciantes encontra. Segundo as founders Amanda Lopes, que é dentista, Cassia Gomes e Juliana Justos, a grande maioria dos profissionais que acabam a faculdade ou tem dívida de financiamento estudantil ou não tem capital disponível para investir em um consultório. A startup conectará as duas pontas digitalmente, otimizando e desburocratizando o processo de compartilhamento de espaço. CreditClub A CreditClub é uma fintech de crédito consignado privado voltada a pessoas que precisam de empréstimo, mais focada em trabalhadores com renda de aproximadamente cinco salários mínimos, e a investidores pequenos que buscam uma boa rentabilidade, já que a nova startup promete oferecer ganhos de cerca de 1% ao mês, que pode variar de acordo com a quantia disponibilizada. A ideia surgiu a partir do momento em que a founder Carolina Boabaid emprestou dinheiro do próprio bolso, a um juro muito atrativo, para um conhecido, que não obteve sucesso em instituições financeiras tradicionais. A dona da ideia assegura a transação, pois atrela a concretização do negócio à aprovação da empresa em que o colaborador trabalha. Karonero O Karonero é uma plataforma de compartilhamento de carona que tem a intenção de atuar com segurança e agilidade no mercado corporativo. O objetivo é otimizar o deslocamento das pessoas que trabalham na mesma organização. Os idealizadores, Eduardo Stremel e Ricardo Augusto Pereira, partiram do princípio de que a jornada até o trabalho pode ser mais humana e sustentável, já que a carona une pessoas e ajuda a tirar mais carros da rua. GoTalk É um marketplace de palestras que chega ao mercado com a missão de unir um segmento muito promissor, mas ainda burocrático e custoso. Na plataforma da GoTalk, palestrantes e organizadores de eventos estarão conectados de maneira fácil, ágil e segura. A plataforma promete entregar valor ao transformar uma experiência dolorosa, que é viabilização de um evento, em uma atividade agregadora e prazerosa para todas as pontas envolvidas, talkers e planners. Os founders, Jonatas Vieira, Marcela Bonin, Marcela Rolim e Rogério Corrêa, acreditam que a GoTalk gerará mais negócios e com mais qualidade, informação, relevância e credibilidade.
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