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Júri popular absolve pai acusado de matar filho de 4 anos asfixiado dentro de máquina de lavar, em Foz do Iguaçu

20 Fevereiro 2020

Segundo a promotoria, a defesa apresentou uma máquina de lavar ao júri, idêntica a do caso. Julgamento foi realizado nesta quinta-feira (20). Homem vai a júri popular acusado de
matar o próprio filho O júri popular absolveu, na tarde desta quinta-feira (20), Rogério Paulino da Silva, de 43 anos, que era acusado de matar o filho de 4 anos asfixiado dentro de uma máquina de lavar, em março de 2011. O julgamento iniciou por volta das 8h30. De acordo com o processo, a criança morreu após ficar presa, junto com a gata da família, dentro da máquina de lavar. Esse foi o segundo julgamento de Silva sobre o caso. O primeiro ocorreu em 2017, mas foi anulado após a Justiça atender o pedido da defesa, que alegou erros na perícia realizada à época. Conforme o advogado de defesa, Fernando Cesar Resta, o pedido de cancelamento do primeiro julgamento foi necessário porque a Polícia Civil não apreendeu a máquina de lavar onde a criança foi encontrada e não fez a perícia com uma máquina idêntica a do caso. No julgamento desta quinta-feira, de acordo com o promotor de Justiça Carlos Roberto Moreno, a defesa levou uma máquina de lavar para o Tribunal do Júri. A máquina era igual a que o menino foi encontrado morto. O eletrodoméstico serviu para a defesa convencer os jurados de que qualquer criança poderia entrar sozinha no equipamento e ficar presa, segundo a promotoria. “Eu fiquei muito tempo com a cabeça baixa e Deus foi justo comigo. Eu acho que eu não mereci tudo que tô passando e agora é tocar a vida, e seguir meu caminho”, disse Silva sobre a absolvição. O julgamento conta com uma máquina de lavar igual à do caso para as demonstrações do que ocorreu com a criança, em Foz do Iguaçu Marcos Landim/RPC Diante dos erros na perícia, no primeiro julgamento, apontados pelo advogado e analisados pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), o promotor de Justiça decidiu pedir a absolvição de Silva diante do júri nesta quinta-feira. A mãe da vítima e ex-mulher do acusado, Michelle Tháis Tapia, estava trabalhando quando o filho morreu. Durante o julgamento desta quinta-feira, ela disse que o ex-marido mudou a primeira versão contada à época. “O que ele falou para mim não é a mesma versão que está sendo defendida hoje. Hoje o que ele conta ali dentro é outra história, então eu não sei te dizer qual que é a verdade e qual é a mentira.” O caso De acordo com o processo, a família da criança tinha uma gata de estimação e o pai a encontrou morta, por afogamento, dentro da máquina de lavar. Silva acreditou que o filho teria colocado a gata dentro do eletrodoméstico e a criança seria a responsável pela morte do animal. Dessa forma, segundo o processo, o pai teria colocado a criança dentro da mesma máquina onde estava a gata e, por isso, o menino morreu por falta de ar. A ação do pai seria uma punição pelo que o filho fez, conforme os registros. Criança de 4 anos morreu asfixiada dentro de máquina de lavar em 2011, em Foz do Iguaçu RPC Foz do Iguaçu/Reprodução O que disse a defesa No primeiro julgamento, novembro de 2017, segundo a promotoria, Silva foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado. Segundo o processo, o pai foi julgado por ter assumido o risco de matar o filho de apenas 4 anos, o colocando de castigo dentro de uma máquina de lavar. Entretanto, conforme Resta, a máquina periciada pela polícia para o primeiro júri era dois anos mais nova do que a máquina onde a criança morreu e, por isso, a análise poderia estar comprometida. O segundo julgamento de Silva foi realizado nesta quinta-feira (20), em Foz do Iguaçu Marcos Landim/RPC O advogado afirmou ainda que apresentou provas no júri desta quinta-feira, como notícias de outros países, que indicam que uma criança poderia entrar sozinha dentro de uma máquina de lavar, o que caracterizaria a inocência de Silva. “A primeira evidência é que esse caso foi tratado como um caso isolado em Foz do Iguaçu. Então eu fui buscar vários casos similares, de mortes de crianças que ocorreram dentro de máquinas de lavar roupas por asfixia e em nenhum deles os pais foram culpados por aquilo. Foram tratados como acidente doméstico.” Veja mais notícias da região no G1 Oeste e Sudoeste.

Em breve novidade aqui!!!

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