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Moradores reclamam da falta de gás de cozinha em revendas de Curitiba e região

31 Março 2020

Sindicato dos revendedores afirma que houve aumento de 12% na demanda e que produção caiu, mas que falta de produto é 'pontual'. Moradores reclamam da falta de GLP em
Curitiba e região Ugor Feio/G1 Moradores de Curitiba e região metropolitana reclamam da falta de gás de cozinha nas revendas e postos de combustíveis em meio à pandemia do coronavírus e das recomendações para que não saiam de casa. Os revendedores afirmam que o problema é pontual, causado por um aumento na demanda e pela queda na produção de gás pela Petrobrás. Segundo a Associação Brasileira de Entidades de Classe das Revendas de Gás GLP (Abragás), a distribuição e a oferta de produto nas revendas deve se regularizar nos próximos dias. Sem gás em casa A vendedora Loriane Cellarius, moradora de Piraquara, na região metropolitana, disse que desde quinta-feira (26) está a procura de botijões. "Já fui em revendedores e distribuidoras em São José dos Pinhais, em Pinhais, e não consigo comprar", disse. Ela disse que chegou a ver caminhões de distribuidoras entregando botijões em alguns locais, mas que os revendedores afirmaram que todas as unidades já estavam reservadas para outros clientes que esperavam há mais tempo. "Em um posto eu cheguei e não consegui comprar porque eles disseram que geralmente compravam 50 botijões, mas só estavam recebendo 30 unidades, e que não poderiam me vender", disse. Trabalhando de casa por causa do coronavírus, ela disse que passou a usar mais gás de cozinha nos últimos dias. "Eu estou evitando sair de casa para comprar pão, e comecei a fazer em casa, mas agora sem gás eu não sei como faremos", afirmou Loraine. Aumento na demanda De acordo com a Abragás, desde começaram as recomendações para que as pessoas fiquem em casa de quarentena, a demanda por GLP no Brasil aumentou cerca de 12%. O analisa administrativo Luis Nicolotti afirmou que o consumo na casa dele mais do que triplicou desde que ele e a esposa passaram a trabalhar de casa. "Antes a gente só jantava alguma coisa em casa. Agora cozinhamos muito mais", disse. Ele disse que o gás da casa dele acabou no domingo (29), e que precisou pesquisar em vários bairros de Curitiba para encontrar um botijão. "Na segunda-feira (30) eu precisei cozinhar o almoço na churrasqueira enquanto não encontrava gás em uma revendedora", disse. O presidente da Abragás, José Luis Rocha, afirmou que a demanda aumentou porque as pessoas passaram a usar mais GLP e porque alguns consumidores compraram mais botijões do que o necessário, com o objetivo de estocar produto. "A recomendação é que ninguém faça isso. Se alguém compra mais do que precisa, pode faltar para um vizinho", disse Rocha. Produção menor O presidente da Abragás afirmou que outro fator que motivou a queda na oferta de gás de cozinha foi a queda na produção de combustíveis pela Petrobrás. "O GLP é um derivado da produção de combustíveis. Com a queda na produção de gasolina, por causa da redução no movimento dos carros, a Petrobrás está produzindo menos gás de cozinha", afirmou. Segundo a Abragás, cerca de 15% das revendas estão com problemas para manter produto em estoque. A Petrobrás afirmou que está tentando restabelecer a oferta de gás no país importando o equivalente a cerca de de 4 milhões de botijões de 13 kg de GLP ao longo deste período - o consumo mensal em todo o país é de cerca de 34 milhões de botijões. Apesar do aumento na demanda e na queda da produção, a Abragás informa que o problema é "pontual". "Nos primeiros dias de abril esta situação deve se regularizar", afirmou José Luis Rocha. Fiscalização A Abragás orienta que se revendas forem flagradas vendendo botijões a preços abusivos, os consumidores devem denunciar no Procon. A reclamação pode ser feita no site do órgão. De acordo com a pesquisa semanal de preços realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço do botijão de 13 kg em Curitiba e região varia de R$ 60 a R$ 75, com preço médio de R$ 65. Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.
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