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Médicos mostram como é feito o atendimento nos hospitais de Curitiba, em meio à pandemia do novo coronavírus

07 Abril 2020

Equipes separam andares das unidades e espaços externos para evitar o contágio da covid-19 a pacientes com outros diagnósticos. Hospitais separam andares e espaços externos para evitar o contágio
pelo coronavírus Em meio ao crescimento dos casos do novo coronavírus no Paraná e a preocupação em atender pessoas com suspeita de infecção pela covid-19, hospitais de Curitiba têm reorganizado as estruturas para evitar o risco de contaminação das equipes médicas e de outros pacientes. Médicos e outros profissionais da saúde gravaram imagens de lugares restritos das unidades e mostram como o trabalho está sendo realizado. Assista ao vídeo acima. Coronavírus no Paraná: veja as principais notícias sobre a pandemia Considerando que, diariamente, as unidades hospitalares recebem pacientes com diversos diagnósticos, além de pessoas com suspeita do novo coronavírus, hospitais da capital destinaram um espaço exclusivo pra o atendimento de quem chega com algum problema respiratório. Segundo a Prefeitura de Curitiba, as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) estão organizadas com orientação por telefone e vídeo e destinam setores de triagens nos postos de saúde. Confira perguntas e respostas sobre o novo coronavírus A superintendente em gestão de saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba, Flávia Quadros, afirma que a cidade conta com sete barracas do Exército nas UPAs, sendo que no bairro Tatuquara, há um contêiner para atendimento dos pacientes. Na UPA do Pinheirinho, segundo a superintendente, uma escola municipal foi disponibilizada para o atendimento especial de pacientes com problemas respiratórios. Cuidados nos hospitais Entre hospitais públicos e particulares, o Paraná possui 3.603 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que busca evitar a superlotação dos leitos, em meio à pandemia. Mensalmente, o Hospital Erasto Gaertner, considerado referência no tratamento de câncer, atende, em média, 33 mil novos pacientes, que em geral apresentam sistema imunológico mais frágil. Para diminuir o risco de contágio, foram criados espaços exclusivos para pacientes com a suspeita da covid-19. Segundo o hospital, em todas as entradas da unidade, as pessoas passam por uma avaliação. Médicos mostram como é feito o atendimento nos hospitais de Curitiba, em meio à pandemia do novo coronavírus Reprodução/RPC O coordenador assistencial do hospital, Heleno Souza Faria, conta que após a triagem, os pacientes são encaminhados para tendas montadas para este período. "A gente fez a divisão de cinco tendas aqui na instituição, pensando que aqui é todo o fluxo de ambulatório. Chegam a passar mais de duas mil pessoas num ambulatório", comenta. No Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns, 24 leitos estão separados para receber pessoas com suspeita do novo coronavírus. O hospital ressalta que a atenção das equipes é redobrada, considerando que a unidade atendem pacientes do grupo de risco. "A gente tem mais enfermarias, mais leitos de UTI que podem ser utilizados de acordo com a demanda do serviço e da cidade, à medida que a gente precise", diz o coordenador de emergência do hospital, Lúcio Lage. No Hospital Marcelino Champagnat, onde há três casos confirmados da covid-19, os pacientes que chegam com problemas respiratórios são atendidos separadamente. O Hospital Nossa Senhora das Graças, referência no atendimento como maternidade, informou disponibilizar quartos separados e respiradores. O Hospital de Clínicas, maior do estado, também teve um confirmado da covid19. Uma mulher de 63 anos que viajou para São Paulo foi diagnosticada com a doença e está na UTI. Na unidade, as visitas aos pacientes foram suspensas. Apenas pacientes com mais de 60 anos e crianças têm direito a um acompanhante. O hospital informou que possui 124 respiradores e que o atendimento de pacientes com suspeita do novo coronavírus é feito do primeiro até o sétimo andar do prédio. Equipes médicas adaptam atendimento para evitar que outros pacientes sejam contaminados pelo novo coronavírus, em Curitiba Reprodução/RPC No Hospital Evangélico Mackenzie, desde a chegada, os pacientes com a suspeita da doença são levados para um setor específico. O quinto andar do prédio está isolado e os equipamentos usados para os exames são separados. "Disponibilizamos 61 leitos para pacientes de enfermaria e 10 leitos de UTI. Todo o andar está reservado para os pacientes suspeitos", ressaltou o diretor médico, Jean Francisco. Initial plugin text Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.
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