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Trabalhadores do transporte coletivo de Londrina aprovam proposta para redução salarial e de jornada

07 Abril 2020

Empresas propõem redução de jornada e de salários em 25%, 50% ou 70%, por até 90 dias, além da possibilidade de suspensão de contratos de trabalho. Propostas foram aceitas
nesta terça (7). Ônibus de Londrina está com frota reduzida por causa do coronavírus CMTU/Divulgação Os trabalhadores do transporte coletivo de Londrina, no norte do Paraná, aprovaram nesta terça-feira (7) em assembleia uma proposta de acordo coletivo sugerida pelas empresas da cidade, com base medida provisória 936 do Governo Federal. Entre as medidas, estão a redução de jornada e de salários em 25%, 50% ou 70%, por até 90 dias. Nesse período, os funcionários poderão receber o benefício do Governo Federal, de acordo com o percentual reduzido. Veja algumas simulações. Coronavírus: Paraná ultrapassa os 500 casos confirmados e tem 15 mortes A frota de ônibus em Londrina foi reduzida em 23 de março, de quase 450 veículos, para 30% e está coma tabela de horários de sábado. A redução ocorreu junto com o fechamento do comércio, por causa do combate ao coronavírus. O acordo também possibilita a suspensão de contratos de trabalho por no máximo 60 dias, por meio de acordo individual. As medidas podem atingir 1.040 funcionários da TIL Transportes Coletivos S/A e da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL). O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Londrina (Sinttrol) e o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo de Londrina (Metrolon) vão assinar o instrumento normativo, que será encaminhado ao Ministério da Economia. Na avaliação do presidente do Sinttrol, João Batista da Silva, os trabalhadores entenderam o momento econômico das empresas. Apesar das medidas terem validade de até 90 dias, o presidente do Sinttrol acredita que o serviço de transporte coletivo seja normalizado o quanto antes, assim como os contratos dos trabalhadores. Em nota, a Companhia Municipal de Transito e Urbanismo (CMTU) de Londrina afirmou que as empresas têm que cumprir as ordens de serviço emitidas pela própria companhia, devendo, portanto, adequar as novas escalas de trabalho para atender integralmente a prestação do serviço. Veja mais notícias da região no G1 Norte e Noroeste.
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