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Paraná tem alta de 13% no número de mulheres assassinadas, mas vê queda nos registros de feminicídios no 1º semestre de 2020

16 Setembro 2020

Houve queda no número de estupros e casos de lesão corporal registrados no estado, segundo dados obtidos pela Lei de Acesso a Informação. Paraná teve alta no número de
mulheres assassinadas no primeiro semestre de 2020 Wagner Magalhães/Arte G1 O Paraná teve alta de 13% no número de mulheres assassinadas no primeiro semestre de 2020. Foram 118 homicídios dolosos de mulheres de janeiro a julho, 14 a mais do que os 104 registrados no mesmo período de 2019. Os dados são do governo estadual e foram obtidos pelo G1 através da Lei de Acesso à Informação (LAI). Em todo o Brasil, o número de mulheres mortas em crimes violentos teve um aumento de 2% no número no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. ANÁLISE DO FBSP: As vidas das mulheres negras importam ANÁLISE DO NEV: Os efeitos colaterais da pandemia sobre a vida das mulheres METODOLOGIA: Monitor da Violência Por outro lado, o estado registrou queda de 16% o número de feminicídios, quando o crime é motivado pelo fato de a vítima ser mulher. Foram 38 crimes classificados como feminicídio no primeiro semestre de 2020, enquanto no mesmo período de 2019 foram 45 registros. Violência contra a mulher Os dados também apontam queda nos registros de estupros e lesões corporais em decorrência de violência doméstica. Segundo os registros, foram 13.218 casos de violência doméstica de janeiro a julho de 2020 em todo o estado, 3% a menos do que os 13.579 lesões reportadas no mesmo período de 2019. Em todo o Brasil, 664 mulheres são agredidas por seus companheiros dentro de casa por dia Nos casos de estupros, a queda foi de 9%. No primeiro semestre de 2019, foram 601 estupros consumados registrados, segundo os dados. Em 2020, foram 545 casos do crime. Redução de denúncias De acordo com a delegada Vanessa Alice, da Coordenadoria das Delegacias da Mulher do Paraná (Codem), a queda no número de casos de violência doméstica se refere a uma diminuição nos registros, em função da pandemia do novo coronavírus. "Os casos continuam crescendo, mas existe um receio da vítima em fazer isso com o agressor dentro de casa", afirmou a delegada. A delegada alerta que os boletins de ocorrência podem ser feitos pela internet, no site da Polícia Civil. Por outro lado, a delegada afirmou que não há risco de subnotificação nos casos de feminicídio, que também registraram queda. Ela acredita que a diminuição nos casos possa ser resultado de campanhas que alertam para o crime. "Hoje o agressor sabe melhor a consequência de um crime como este", afirmou. Veja mais notícias da região no G1 Paraná.
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