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Lava Jato: Acusados de integrar cartel de empreiteiras são condenados por corrupção ativa e lavagem de dinheiro

16 Setembro 2020

Ação do MPF investigou pagamento de propinas e fraudes em licitações da Petrobras. Réus condenados eram ligados às empresas Queiroz Galvão e Iesa Óleo e Gás. Sede da Petrobras
no Rio de Janeiro Daniel Silveira/G1 A 13ª Vara Federal de Curitiba condenou cinco pessoas acusadas pelo Ministério Público Federal (MPF) de integrar um cartel de empreiteiras para fraudar licitações da Petrobras, no âmbito da Operação Lava Jato. A sentença foi proferida nesta quarta-feira (16). Os réus investigados na ação eram ligados às empresas Queiroz Galvão e Iesa Óleo e Gás. Todos os acusados foram condenados pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Veja as condenações mais abaixo. MPF faz a primeira denúncia de cartel na Operação Lava Jato De acordo o MPF, as empresas denunciadas participaram de ajustes para fraudar licitações e ganhar juntas contratos da Petrobras. As organizações também pagavam propinas nos contratos, segundo a denúncia. Por meio do esquema, as empresas teriam conseguido ao menos dois contratos com a Petrobras, celebrados em 2010, para obras na Refinaria do Nordeste Abreu e Lima e no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. Os promotores estimam que a propina oferecida tenha sido de R$ 105 milhões e US$ 12,4 milhões por representantes da Queiroz Galvão, e de R$ 47,6 milhões e US$ 2,3 milhões por executivos da Iesa. Parte dos valores foram destinados para doações partidárias e simulação de serviços prestados em contratos com empresas, segundo o MPF Condenações Na ação, a Justiça Federal condenou os seguintes réus: Othon Zanóide de Moraes Filho, ex-diretor da Queiroz Galvão: condenação por cartel, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, fraude à licitação e associação criminosa. Pena de 17 anos e nove meses de reclusão e cinco anos e seis meses de detenção, além de multa; Petrônio Braz Júnior, ex-membro da Queiroz Galvão: corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Pena de 10 anos e nove meses de reclusão, além de multa; André Gustavo de Farias Pereira, empresário e engenheiro ligado à Queiroz Galvão: corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Pena de 10 anos e nove meses de reclusão, além de multa; Valdir Lima Carreiro, executivo da Iesa: por cartel, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, fraude à licitação e associação criminosa. Pena de 12 anos, sete meses e dezessete dias de reclusão e de quatro anos e sete meses de detenção, além de multa; Otto Garrido Sparenberg, diretor na Iesa: corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Pena de 10 anos e nove meses de reclusão, além de multa. A Queiroz Galvão informou que não irá comentar o caso. O G1 tenta contato com a defesa dos citados na reportagem. Primeira denúncia Queiroz Galvão e Iesa Óleo e Gás fizeram parte da primeira denúncia de cartel na Operação Lava Jato. O MPF apresentou denúncia contra as empresas em setembro de 2016. Ildefonso Colares Filho, ex-presidente da Queiroz Galvão, e Othon Zanoide de Moraes Filho chegaram a ser presos na 33ª fase da Lava Jato. Na mesma fase, foram cumpridos mandados na Iesa Óleo e Gás. Valdir Carreira e Otto Sparenber também chegaram a ser presos na 7ª fase da Lava Jato. Em 2018, Ildefonso Colares Filho morreu vítima de um câncer no fígado e outras complicações. A defesa dele pediu para que a Justiça extinguisse a punibilidade do cliente e liberasse os recursos dele que foram bloqueados. Veja mais notícias do estado no G1 Paraná.
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