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Suspeitos de aplicar golpes na venda de imóveis no litoral do Paraná são presos

04 Junho 2019

Operação 'Terra Prometida' é realizada na manhã desta terça-feira (4), em Matinhos, Guaratuba e Paranaguá. A Polícia Civil cumpre, na manhã desta terça-feira (4), nove mandados de prisão
preventiva contra integrantes de uma quadrilha suspeita de aplicar golpes na venda de imóveis. Os mandados são cumpridos em Matinhos, Guaratuba e Paranaguá, no litoral do Paraná. Um vereador de Matinhos é um dos alvos de mandado de prisão. Até a publicação desta reportagem a polícia não havia revelado o nome do político. Essa é a segunda fase da operação "Terra Prometida", a primeira foi deflagrada em março deste ano. Os suspeitos devem responder pelos crimes de estelionato, associação criminosa, lavagem de dinheiro e loteamento irregular. Cerca de 20 policiais civis participam da operação. O balanço final será divulgado durante à tarde desta terça, segundo a polícia. O golpe Para aplicar o golpe, segundo a polícia, os suspeitos usavam documentos falsos para enganar vítimas e conseguir as vendas. O grupo lavrava escrituras públicas de compra e venda dos imóveis fraudulentos no cartório de Mandirituba, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), onde, ainda conforme as investigações, o tabelião participava dos golpes. Investigação A quadrilha era comandada por Luisa Zaza Fernandes da Conceição, de 48 anos, presa na primeira fase da operação. Na ocasião também foram presos o companheiro de Zaza, um tabelião, uma escrevente juramentada e um corretor de imóveis. De acordo com a Polícia Civil, eles criaram um anúncio em um site de compra e venda da internet para atrair as vítimas. Conforme a polícia, as vítimas notaram que tinham sido vítimas de um golpe quando pesquisaram os registros públicos do imóvel e perceberam que ele era de propriedade de uma construtora que tinha sido objeto de execução judicial e estava, agora, registrado como propriedade da União. As vítimas informaram a polícia que questionaram aos suspeitos a ausência de documentos que comprovassem a propriedade do imóvel, mas Zaza e Sérgio afirmaram que iriam apresentar as escrituras futuramente. As investigações da polícia apontam que o imóvel havia sido anunciado por R$80 mil e as vítimas chegaram a pagar R$ 5 mil de sinal e mais R$ 25 mil para reservar o imóvel. Delegacia de Polícia de Matinhos; foto ilustrativa Divulgação/Polícia Civil do Paraná Veja mais notícias da região no G1 Paraná.
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