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Perícia não encontra digitais de rapaz morto por policiais na Praça da Espanha em arma

03 Junho 2019

Análise foi feita em pistola, carregador e munições que PMs dizem ter achado com Andrei Francisquini na noite em que ele foi morto. Imagens de câmeras de segurança mostram
o empresário Andrei Francisquini ao tentar fugir da abordagem de policiais militares Reprodução/RPC A perícia não encontrou digitais de Andrei Francisquini na arma que policiais militares dizem ter sido encontrada com o rapaz, morto durante uma perseguição policial que terminou na Praça da Espanha, em Curitiba. "Realizada a perícia, não foi revelado nenhum fragmento de impressão papilar", apontou o laudo do Instituto de Identificação do Paraná. Andrei morreu na madrugada do dia 12 de maio após uma perseguição. No dia da morte do rapaz, a PM informou que ele não obedeceu a uma abordagem policial. Os policiais também afirmaram que uma arma foi encontrada com ele. "Frente a inexistência de evidências papiloscópicas, afirma-se que a perícia resultou negativa, impossibilitando o confronto papiloscópico com o indicado Andrei Gustavo Orsini francisquini", diz o documento. Foram feitas análises em uma pistola, um carregador e munições que os PMs dizem ter achado com Andrei Francisquini na noite em que ele foi morto. A família dele nega que ele estivesse com uma arma e disse que vai pedir um rastreamento do objeto. Laudo afirma que não foram encontradas digitais de Andrei Francisquini na arma Reprodução/RPC A perseguição policial aconteceu na madrugada de 12 de maio. Andrei Francisquini tinha 35 anos e estava sozinho no carro quando foi abordado pelos PMs, na Avenida Vicente Machado. De acordo com o boletim de ocorrência, o carro foi atingido por 16 tiros. Andrei foi baleado no peito, braço, costas, ombro e coxa. Vídeo mostra perseguição que terminou com morte de homem na Praça da Espanha Os PMs informaram que a pistola estava com a vítima e teria sido retirada do veículo pelos policiais militares por questão de segurança porque Andrei ainda apresentava sinais vitais. A defesa dos policiais militares afirma que, como o laudo não encontrou impressões digitais, não pode ser utilizada como prova, já que a arma foi tocada por policiais. A Polícia Militar informou que "todos os fatos e informações relacionadas ao caso estão sendo apurados pelo encarregado do Inquérito Policial Militar (IPM), o qual está em andamento. A PM reforça que busca o esclarecimento dos fatos e não emite juízo de valor durante a apuração para não influenciar no andamento do procedimento". Veja mais notícias da região no G1 Paraná.
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