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Bebê é hospitalizada após engolir pilha de brinquedo; saiba como evitar acidentes

04 Junho 2019

Raio-X comprovou que uma das pilhas estava alojada no estômago, quase indo para o intestino; Criança precisou ser sedada para fazer uma endoscopia e retirar o objeto. Menina
passa por endoscopia depois de engolir pilha em Ponta Grossa Uma bebê de um ano engoliu uma pilha enquanto mexia com um brinquedo em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná. De acordo com a mãe Juliana Welter, a bebê Karoline estava brincando com um celular de brinquedo que continha três pilhas. A avó ao ver que a boca da menina estava cheia de água, percebeu que algo errado tinha acontecido. Confira no fim da reportagem como evitar esse tipo de acidente. Juliana, ao ser avisada pela avó, levou a bebê para o Hospital da Criança da cidade. No exame de raio-X foi comprovado que a pilha estava alojada no estômago, quase indo para o intestino. Na imagem é possível perceber que a pilha engolida era pequena, do tamanho de um comprimido e, por isso, foi ingerida facilmente pela menina. Pilha estava alojada no estômago, quase indo para o intestino Reprodução/RPC Depois do exame, ela foi levada para o Hospital Universitário Regional para ser sedada e fazer uma endoscopia para retirada do objeto. "Por sorte não precisou de cirurgia, mas foi um susto. Não dou mais brinquedos que tenham pilha para ela", contou a mãe. Segundo o pediatra Lincoln Babo, a bebê e a família tiveram sorte mesmo nesse caso. "A ingestão por pilhas e baterias que tem substâncias muito tóxicas como chumbo, lítio, cádmio e mercúrio podem dar sinais tardios. Elas deram sorte da avó perceber na hora porque, muitas vezes, ninguém vê, e os sinais começam a aparecer depois. A ingestão pode causar desmaios, crises convulsivas, ou até insuficiência cardíaca", alertou o médico. Bebê engole pilha enquanto mexia com brinquedo em Ponta Grossa; saiba como evitar acidentes Reprodução/RPC Como evitar acidentes Nos primeiros anos de vida, a curiosidade da crianças faz com que elas levem de tudo pra boca, para o nariz e para a orelha, especialmente objetos menores, como moedas, pedaços de brinquedos, pilhas e até comida. O pediatra Lincoln Babo dá algumas orientações para evitar esse tipo de acidente. Confira: Crianças menores de cinco anos não devem ter brinquedos com pilhas, pois nessa época elas não tem consciência e colocam tudo na boca. Respeitar o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e a faixa etária de cada brinquedo. É importante que o responsável nunca tente tirar o objeto da criança porque, às vezes, pode acabar empurrando ainda mais para dentro da via aérea e agrave a situação. Se a criança ingerir o objeto e estiver consciente a orientação é levar para o pronto atendimento mais próximo. Caso não esteja consciente é importante manter a calma, e ligar para o Corpo de Bombeiros - 193, ou para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) - 192. "Outro problema é a aspiração de moedas, rodinhas de carrinhos, objetos pequenos, ou até mesmo alimentos, como feijão, ervilha, amendoim. A criança pode aspirar e ao invés de ir para o esôfago vai para a traqueia, e dai pode dar insuficiência respiratória", explicou o pediatra. Dados do Ministério da Saúde mostram que a maioria das crianças que chega ao Sistema Único de Saúde (SUS), aos hospitais, unidades de saúde e pronto socorro, passaram por algum acidente doméstico. Ainda conforme o ministério, grande parte dessas crianças teve ferimentos graves e, algumas, até morreram por algum tipo de complicação respiratória, como asfixia. Bebê engole pilha enquanto mexia com brinquedo em Ponta Grossa; saiba como evitar acidentes Reprodução/RPC Veja mais notícias da região no G1 Campos Gerais e Sul.
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