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Queda no consumo de coco após medidas de prevenção ao coronavírus preocupa produtores

29 Março 2020

Com as medidas de prevenção e distanciamento social, a compra e venda do coco ficou ainda mais difícil em Petrolina. O fruto que custava R$ 1, agora custa R$
0,30. Produtores de coco do Vale do São Francisco lamentam prejuízos Produtores de coco estão preocupados com os prejuízos causados pela queda na procura pelo fruto em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Em dezembro, o coco estava sendo vendido por R$ 1 a unidade. Desde os registros dos primeiros casos de infecção pelo novo coronavírus no Brasil, o preço caiu até chegar a R$ 0,30. Com as medidas de prevenção e distanciamento social, a compra ficou ainda mais difícil. No verão, uma microempresa de Petrolina engarrafaria cerca de 800 litros de água de coco por dia. Desde o dia 18 de março, as máquinas estão sem funcionar. Com a Covid-19, as vendas tiveram uma queda drástica. Quatro funcionários já foram afastados e estoque está cheio, são 2 mil e 500 litros do produto. “Com relação ao estoque que a gente tem hoje, só temos uma alternativa. Primeiro, fazer uma doação, se for possível até pela questão da logística, de como transportar e chegar até as pessoas que precisam ou descartar, porque a validade nossa é de 20 dias e a gente não vê alternativa a não ser essa”, diz o microempresário, Francisco Nunes. No verão, uma microempresa de Petrolina envasaria cerca de 800 litros de água de coco por dia. Reprodução/TV Grande Rio O produtor rural Pedro Cavalcante é um dos fornecedores da envasadora de Francisco Nunes. Ele tem 70 hectares plantados com coqueiros, mais de 19 mil plantas. Em um mês comum, colheria cerca de 250 mil cocos. Mas, os dez compradores com quem sempre fechou negócio não querem mais receber os frutos. “A venda caiu e eles não conseguiram vender os últimos cocos que pegaram para vender há oito dias. Nem pegaram, nem pagaram o que já pegou. Está tudo travado as vendas", lamenta Pedro. Com o cancelamento de pedidos e a queda na procura, o preço do coco acabou despencando. O fim de verão é uma das épocas em que o fruto é mais consumido e mais pessoas pagam caro por ele. Mas, a pandemia de Covid-19 interrompeu os planos. O fim de verão é uma das épocas em que o coco é mais consumido. Reprodução/TV Grande Rio O agrônomo Pedro Ximenes tem uma área de oito hectares e meio plantados e produz cerca de 35 mil cocos por mês. A colheita precisou ser interrompida, porque os dois compradores que ele tinha suspenderam os negócios. “A expectativa do produtor de coco é esperar. Não nos resta muito. Não tem o que fazer nesse momento. É esperar que essa pandemia passe rapidamente para que consigamos vender nossas produções”, diz.
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