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Em 10 anos, indústria do Piauí só atingiu 5% de melhorias projetadas

20 Janeiro 2020

O crescimento da indústria do Piauí nos últimos 10 anos ficou muito abaixo do esperado pelos empresários. As ações esperadas como investimentos em infraestrutura, a redução da burocracia e da carga

tributária impediram que o setor evoluísse. A conclusão do Centro das Indústrias do Piauí (CIEP) é que 95% das metas projetadas para o ano de 2020 não foram atingidas.

Em 2010, o Fórum da Indústria do Piauí, o “Piauí 2010”, reuniu empresários na formulação de um planejamento estratégico para um salto de crescimento nos 10 anos seguintes. Com o prazo atingido, os resultados esperados não apareceram.

“Realizamos em 2010 uma grande discussão em todo o Piauí e fizemos um fórum chamado Fórum 2010. Chegamos agora em 2020 e percebemos 95% do que prospectamos como importante para ter um Estado desenvolvido, que estimulasse o empreendedorismo e principalmente a indústria não foi executado”, avalia Andrade Júnior, presidente do CIEP.

Foto: Elias Fontinele / O DIA

O setor prepara agora o Fórum Piauí 2030, que busca alcançar ações efetivas que proporcionem o crescimento das várias áreas de desenvolvimento do Estado. “A ideia agora é fazer o Fórum Piauí 2030, onde queremos ver o Piauí daqui a 10 anos. Estamos vigilantes para esse novo fórum pensar não só o que queremos para 2030, mas fazer um monitoramento de ações que achamos importantes para serem implementadas nos próximos 10 anos. Estamos formando uma comissão para acompanhar e cobrar dos entes”, explica Andrade Júnior.

Pacto pelo Piauí

O presidente do Centro das Indústrias do Estado do Piauí comenta que o setor industrial propõe para 2020 a criação de um “Pacto pelo Piauí”. O CIEP abriu diálogo com outros setores e os poderes do estado para uma força tarefa que beneficie a indústria e, consequentemente, a geração de emprego e renda.

“A solução para os problemas do Piauí está na indústria. Estamos propondo um pacto pelo Piauí. O que imaginamos: todos os órgãos, cada deputado, cada executivo, ao tomar uma decisão se questione se vai prejudicar a indústria. Com uma indústria forte, teremos um comércio forte e um estado desenvolvido”, disse.

Confiança em alta

Andrade avalia que o ambiente é propício para o debate, já que os estudos que avaliam os níveis de confiança dos empresários apontam que eles estão mais dispostos a investir e expandir empreendimentos. A reforma administrativa que deve ser debatida no Congresso Nacional é uma das responsáveis pela confiança do setor.

Ele acredita ainda que a burocracia e a alta carga tributária devem ser revistas pelo governo federal nesse projeto de reforma. “Mais importante que a diminuição da carga tributária é diminuir a burocracia. Uma empresa tem 88 obrigações acessórias fora a obrigação de pagar o imposto e ainda fica numa insegurança jurídica se foi realmente tudo feito com exigido ou em pouco tempo será fiscalizado e multado com um valor muito superior aos tributos já pagos”, finalizou.

Por: Otávio Neto

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