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“Comecei a ser doadora depois que meu bisavô faleceu no HUT”

24 Fevereiro 2020

O ato de doar sangue é uma ação solidária de ajuda ao próximo. Vitoria Lyz Machado tem 17 anos, e a quase dois anos é doadora de sangue. O desejo nasceu

após uma mobilização para salvar o patriarca da família. A jovem é de Parnaíba e mora há seis anos em Teresina.

“Comecei a ser doadora de sangue depois que meu bisavô faleceu no HUT e toda família doou. Mas ninguém de fora se prontificou a doar, mesmo fazendo um bem e podendo salvar várias vidas. Doar faz bem pra pessoa por que troca o sangue e renova hemacias, é bom tanto para quem recebe e para quem doa”, relata Vitoria Lyz Machado.


Vitoria Lyz Machado tem 17 anos, e a quase dois anos é doadora de sangue. Foto: Assis Fernandes

Yure Alchaar de 27 anos é estudante e doador de sangue há alguns anos no estado de Minas Gerais. Na manhã desta quinta-feira, 20, o jovem ao passar pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi), decidiu que iria fazer a sua primeira doação em Teresina.

“Passei em frente e vi a tenda da campanha e me sensibilizei. E ainda vi uma caravana para um paciente no infantil que está com necessidade. Então resolvi vir doar, me sensibilizei”, fala Yure Alchaar.

A campanha que o Yure Alchaar se refere é o projeto Teresina Transforma, uma plataforma online de voluntariado mantida pela Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi).

Atualmente a plataforma conta com 600 voluntários,ONGs e ações sociais. Como descreve a assessora de Políticas Integradas e coordenadora da Plataforma Teresina Transforma, Debóra Ferraz.

“A Plataforma Teresina Transforma existe desde de dezembro e visa desenvolver o voluntariado no município. A doação de sangue precisa de voluntário, então reunimos os voluntários para doar e sensibilizar as pessoas e isso fala muito mais sobre nós mesmos, a gente não sabe o dia de amanhã”, alerta Debóra Ferraz.

O voluntariado é outra ação e ajuda o ser humano a ser melhor. Daniel Pereira, 31 anos, entrou no programa após iniciar o tratamento para depressão. Para ele está uma forma de se sentir útil e não ficar com pensamentos ruins.

“O que me incentivou a participar de atividades voluntárias foi por causa da superação, eu estou com depressão. Hoje em dia as pessoas ficam em casa, se isolam, quanto mais você participa de eventos, mais você fica bem, por que Deus vai lhe dar em dobro, e sei que vou superar tudo isso", fala.

Nada substitui o sangue, diz gestor

Para ser doador de sangue é preciso ter idade entre 18 anos a 69 anos, se for menor de idade o responsável legal tem que assinar um termo; pesar acima de 50 quilos; estar saudável; alimentado, não pode ir em jejum e levar documento de identidade com foto. Em Teresina, a equipe do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi) busca sempre estar incentivando as pessoas a serem doadoras ativas:

“Nós temos o intuito de divulgar cada vez mais a doação de sangue para os piauienses, pois sabemos que precisamos de doadores de sangue diariamente e véspera do período de carnaval diminui o número de doadores, por que a população tem outra prioridades como folia, viagem, festas”, explica o Diretor geral do Hemopi Jurandir Martins.

O gestor ressalta ainda que é preciso lembrar que nada substitui o sangue, pois não é algo que se encontra em farmácia. Apenas o ser humano pode doar para quem precisa.

“Após a doação, todo o sangue é reposto pelo corpo em até 2 dias em relação de volume, e as células são repostas em até 1 mês, e ainda tem um lanche para repor as energias”, conclui.

Por: Sandy Swamy

Em breve novidade aqui!!!

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