-->

Covid-19: Teich recusa convite para conselheiro do Ministério da Saúde

23 Mai 2020

Os impasses e imbróglios em torno da pasta do Ministério da Saúde continuam

em Brasília. Com um general ocupando interinamente o cargo, o Brasil segue se uma definição sobre o comando de um de deus principais ministérios.

E para completar as incertezas, na tarde deste sábado, o ex-ministro, Nelson Teich, recusou o convite do ministro interino Eduardo Pazuello, para assumir o cargo de conselheiro do Ministério da Saúde.


Leia também: Italo Marsili é cotado para o Ministério da Saúde


Por meio de suas redes sociais, Teich declinou do convite e explicou os motivos que o levaram a tomar esta decisão. Segundo o ex-ministro, não faria sentido ele aceitar ocupar uma cadeira na pasta agora, sendo que pediu demissão do cargo há pouco mais de uma semana.

“Agradeço ao Ministro Interino Eduardo Pazuello pelo convite para ser Conselheiro do Ministério da Saúde, mas não seria coerente ter deixado o cargo de Ministro da Saúde na semana passada e aceitar a posição de Conselheiro na semana seguinte”.

Na mesma publicação, Teich reiterou a necessidade de um modelo de gestão mais técnica do Ministério da Saúde, mas disse que ter apenas uma condução técnica da pasta não significa que o problema possa ser resolvido.


Nelson Teich recusou convite para assumir o cargo de conselheiro do Ministério da Saúde - Foto: Agência Brasil

“Quando assumi o MS, o objetivo era trazer um modelo de gestão mais técnica que aumentasse a eficiência do Sistema e melhorasse o nível de saúde da sociedade. Ser mais técnico não significa apenas uma condução médica mais técnica. Isso seria tratar o problema de forma simplista. Uma condução técnica do Sistema de Saúde significa uma gestão onde estratégia, planejamento, metas e ações são baseadas em informações amplas e precisas, acompanhadas continuadamente através de indicadores”, disse Teich.

O ex-ministro da Saúde finalizou desejando sucesso ao ministro interino Eduardo Pazuello e se colocação à disposição para que a transição na pasta ocorra da melhor maneira possível.

No atual momento, segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil possui 339.786 casos confirmados do novo coronavírus, com 21.579 mortes. O Estado de São Paulo apresenta a situação mais crítica, com 5.773 mortes e mais de 76 mil casos diagnosticados da doença.

Teich pediu demissão por divergências com Bolsonaro

O ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu demissão do Ministério no último dia 15 devido a divergências com o governo Federal quanto ao protocolo que deveria adotado para o tratamento de pacientes com covid-19. Enquanto o presidente Jair Bolsonaro defende o uso da cloroquina e da hidroxilcloroquina, Teich dizia que não havia comprovação científica quanto à administração dos medicamentos e pregava a cautela. O ex-ministro é oncologista e um nome renomado no meio médico e científico.

Quem assumiu interinamente em seu lugar foi o general Eduardo Pazuello, que ainda está à frente da pasta pouco mais de uma semana após a saída de Teich. Foi ele quem autorizou a mudança de protocolo na covid-19 e determinou que o SUS utiliza a cloroquina até nos estágios mais leves da doença. Na mesma portaria do Ministério que libera o uso do fármaco para o tratamento do coronavírus, consta entre os efeitos colaterais da aplicação do medicamente itens como disfunção de órgãos e até mesmo o óbito.

A administração da cloroquina só poderá ser feita com consentimento por escrito do paciente.

Compartilhar no
Por: Maria Clara Estrêla
We use cookies to improve our website. Cookies used for the essential operation of this site have already been set. For more information visit our Cookie policy. I accept cookies from this site. Agree