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Governador em exercício do RJ promove mudanças no primeiro escalão; entenda

16 Setembro 2020

Cúpula do Poder Executivo é investigada em meio ao afastamento de Wilson Witzel (PSC). O próprio Cláudio Castro foi citado em operações. Ele exonerou secretários e mudou a cúpula
da Polícia Civil. Cláudio Castro em reunião com o secretariado em 31 de agosto Rafael Campos/Divulgação/Governo do Estado RJ O governador em exercício do Rio, Cláudio Castro (PSC), promoveu mudanças no primeiro escalão do estado em meio às investigações na cúpula do Poder Executivo e ao afastamento de Wilson Witzel (PSC). Alguns órgãos do governo foram extintos e incorporados a secretarias já existentes. Entre as alterações está a exoneração do secretário de Educação, Pedro Fernandes, em prisão domiciliar desde a semana passada, determinada nesta quarta-feira (16). Veja abaixo na reportagem as principais mudanças. O próprio Castro foi alvo de busca e operação na Operação Tris Idem, que afastou Witzel e apura desvios na Saúde. Em outra operação, que investiga corrupção na Assistência Social, um empresário afirma que Castro recebeu propina. Ele nega as irregularidades. Octavio Guedes analisa pedido de impeachment de Witzel e suspeitas sobre Cláudio Castro Secretaria de Educação Pedro Fernandes: era secretário da pasta até a semana passada, quando foi preso na Operação Catarata. Ele é suspeito de desviar verbas da Assistência Social na época em que foi secretário de Sérgio Cabral (MDB) e Luiz Fernando Pezão (MDB). A exoneração foi publicada nesta quarta (16). O novo titular ainda não foi anunciado. Segundo "O Globo", o convite foi feito a Comte Bittencourt, ex-deputado estadual e ex-candidato a vice-prefeito na chapa de Eduardo Paes (DEM). O G1 tentou contato com o ex-parlamentar, mas não obteve resposta. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação Leonardo Rodrigues: entregou sua carta de exoneração do cargo de secretário na terça (15). Ele é citado pelo Ministério Público Federal (MPF) como um dos integrantes do esquema de desvio de verba pública. O ex-secretário de Saúde Edmar Santos afirma que o empresário José Carlos de Melo pagava uma mesada a Leonardo Rodrigues. O ex-secretário esteve ao menos 5 vezes na casa do empresário, de acordo com documentos da portaria do imóvel. Leonardo Rodrigues nega qualquer irregularidade. Maria Isabel de Castro de Souza: a nova secretária é doutora em Odontologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foi subsecretária de Ciência e Tecnologia e presidente da Faperj. Secretaria das Cidades Juarez Fialho da Silva Junior: ex-secretário também foi exonerado nesta quarta. Ele é tesoureiro do PSC e, segundo o Ministério Público Federal, dono de uma empresa offshore que supostamente foi usada para ocultar dinheiro ilícito do grupo comandado pelo presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo. O pastor também está preso. Uruan Cintra de Andrade: novo secretário foi nomeado nesta quarta. É engenheiro formado pela Universidade Gama Filho, trabalhou na Telerj, no Detran e foi presidente do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ). Órgãos extintos Secretaria de Vitimados - incorporada à de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Secretaria Extraordinária de Covid-19 - incorporada à Secretaria de Estado de Saúde Instituto Rio Metrópole - incorporado à estrutura da Secretaria de Estado das Cidades. De acordo com o decreto, três secretarias terão que reduzir o gasto com pessoal em até 30 dias, a partir desta quarta. São elas: Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Secretaria de Estado das Cidades Secretaria de Estado da Saúde Na segunda-feira, o G1 mostrou mudanças também na cúpula da Segurança. Foram nomeados: Allan Turnowski - Secretaria de Polícia Civil Marcello Bertolucci - Gabinete de Segurança Institucional Bruno Dubeux - Procuradoria-Geral do Estado Francisco Ricardo Soares - Controladoria-Geral do Estado As mudanças vão de encontro a declarações de Castro ao assumir o governo, quando Wilson Witzel foi afastado. Na ocasião, ele prometeu que não faria mudanças na cúpula da Segurança, como mostrou o RJ2. Allan Turnowski foi chefe de Polícia entre 2010 e 2011, no governo de Sérgio Cabral. Deixou a pasta durante uma investigação da Polícia Federal sobre um suposto vazamento de uma operação. O caso foi arquivado por falta de provas. O delegado sempre negou qualquer irregularidade. Em agosto do ano passado, Turnowski recebeu a Medalha Tiradentes, maior honraria da Assembleia Legislativa (Alerj), proposta por Anderson Moraes (PSL), integrante da bancada bolsonarista. Nesta quarta, o novo chefe da Polícia Civil fez mudanças no comando dos departamentos policiais. Antônio Ricardo Nunes, chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, responsável pela investigação do duplo homicídio de Marielle Franco e Anderson Gomes, deixou o cargo, substituído por Roberto Cardoso. O delegado Giniton Lages, que estava atuando na 16ª DP (Barra da Tijuca), assume o departamento de Polícia Civil na Baixada Fluminense. (PSC). Entre as alterações está a exoneração do secretário de Educação, Pedro Fenantes.
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