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Faixa presidencial, 'pode fuzilar', comemoração na Ponte: Witzel usava próprias imagens como 'figurinhas' em app

15 Setembro 2020

RJ2 teve acesso a mensagens que revelam que governador afastado usava os próprios memes em diálogos. Witzel disse que repudia a divulgação de conversas privadas. Wilson Witzel usava próprias
imagens como 'figurinhas' em conversas no Whatsapp As investigações do Ministério Público Federal (MPF) sobre possíveis fraudes na Saúde revelaram curiosidades sobre as conversas do governador afastado Wilson Witzel (PSC). O RJ2 teve acesso ao material que revela que Witzel postava muitas "figurinhas" com a sua própria imagem em diálogos de WhatsApp. As "figurinhas" são feitas com recortes de fotos com algum tipo de legenda ou animação. Entre as preferidas do governador afastado estava a imagem dele comemorando a morte de um sequestrador na Ponte Rio-Niterói ocorrida em agosto do ano passado. Outra que Witzel costumava usar era a que ele aparecia com a mensagem "pode fuzilar". Por várias vezes, Witzel deu declarações sobre "abater" e "atirar na cabecinha" de criminosos armados com fuzis. Mensagens revelam que Witzel se comunicava com 'figurinhas' Reprodução Faixa presidencial Outra figurinha mostra Witzel usando uma faixa presidencial no peito. Na ocasião, o então prefeito de Volta Redonda Gottardo Neto encaminhou uma notícia de que o presidente Jair Bolsonaro não estaria preocupado com uma possível candidatura de Witzel. "Isso é bom, mantenha assim pois conseguirá mais investimentos para o Rio", diz. Witzel postou própria imagem com uma faixa presidencial: 'O grito de gol está na garganta' Reprodução/Globo "Claro", responde o então governador. Em outro momento, Neto encaminha uma montagem ao então governador: "O governador que eu queria. E o governador que eu tenho", dizia a mensagem com fotos do governador de São Paulo João Doria e de Wilson Wtzel (veja acima). Na sequência, Gottardo ri e afirma: "Ministro... das Cidades. Estou até escolhendo pasta", em uma alusão a um futuro governo Witzel no Palácio do Planalto. Na resposta, o governador afastado diz: "o grito de gol está na garganta". Em seguida, encaminha uma figurinha que ele aparece com a faixa presidencial. A informação de que Witzel queria concorrer à presidência não é uma novidade e seria um dos motivos do distanciamento dele da família Bolsonaro. O próprio governador afastado revelou esse desejo ao programa "Em Foco com Andréia Sadi", da GloboNews, em setembro de 2019. 'Comemoração da Ponte' após elogios Em resposta a elogio a Tristão, Witzel postou sua imagem comemorando a morte do sequestrador na Ponte Rio-Niterói Reprodução/TV Globo As mensagens mostram que, quando o governador afastado queria agradecer um elogio, por exemplo, mandava uma imagem dele próprio fazendo um gesto de paz e amor. Em uma sequência de troca de mensagens, Witzel fala com o ex-prefeito de Volta Redonda, Gottardo Neto. Em setembro de 2019, Neto elogia o trabalho do então secretário de desenvolvimento do RJ, Lucas Tristão, preso durante a Operação Tris in Idem. "Este nosso Lucas é um tanque, garoto prodígio. Altamente preparado, seu pupilo", escreve o prefeito. Em resposta, Witzel envia a "figurinha" feita no dia em que ele correu na Ponte Rio-Niterói, ao desembarcar de helicóptero, comemorando a morte de um sequestrador em 2019, em imagem que gerou polêmica na época. Figurinha usada por Witzel em suas mensagens Reprodução Sem apoio a Crivella No mesmo material encontrado pelos investigadores, Wilson Witzel fala sobre sua relação com o prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (Republicanos). Ao ser perguntado sobre um possível apoio ao prefeito da capital fluminense, Witzel diz "Lá na frente vamos decidir o que fazer". "Mas no momento eu não estou fazendo nada para dar apoio a ele, estou cuidando dos interesses da cidade que ele abandonou", disse o governador afastado. O que dizem os citados Wilson Witzel disse que repudia a divulgação de conversas privadas, que são diálogos banais e que nada tem a ver com o objeto da investigação. Ele manifestou respeito ao governador João Doria.
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