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Câmara vota prorrogação do prazo da CPI da Saúde, em Nova Friburgo, no RJ

21 Mai 2019

Trabalhos deveriam acabar no dia 17 de junho, mas comissão quer mais 30 dias para concluir investigação de possíveis fraudes em contratos emergenciais. Em sessão anterior, vereadores mostraram os
dados investigados que sugerem benefício a uma empresa específica em Nova FriburgoReprodução/Inter TV Os vereadores de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, votam a partir das 18h desta terça-feira (21) o requerimento para prorrogar o prazo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde. Os trabalhos terminariam no dia 17 de junho, mas a comissão que investiga possíveis irregularidades em contratos quer mais tempo para a conclusão. A CPI foi aberta em setembro do ano passado e apura uma sequência de três contratos emergenciais assinados pela Prefeitura e a empresa Global Trade Indústria de Alimentação, entre abril de 2017 e agosto de 2018. Em abril, a CPI colheu depoimentos de funcionários da Secretaria de Saúde e da empresa. O objetivo é confrontar as informações obtidas nos depoimentos com os documentos colhidos pela comissão. Em nota enviada à Inter TV a Prefeitura informou que o município "não é objeto da investigação" e que a "intenção é colaborar com a comissão na posição de interessada para garantir se o referido contrato teve a devida utilização dos recursos públicos". A empresa Global disse à Inter TV que acompanhou de perto os trabalhos da CPI e não verificou nenhuma irregularidade nos contratos firmados com a Prefeitura. Veja a nota na íntegra abaixo. MP e Polícia Federal no caso O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) também estão investigando o caso. Em agosto do ano passado, o MPF pediu para que a PF abra um inquérito para investigar a contratação emergencial, sem licitação, da empresa Global Trade Indústria de Alimentação LTDA. O objetivo é apurar a possível prática de crime na dispensa da licitação. Um procedimento instaurado pelo MPF identificou indícios de diversas irregularidades nas contratações emergenciais da empresa no município. Em 2018, o MPF diz que a empresa recebeu R$ 164 mil e outros R$ 3,3 milhões para prestação de serviços em Nova Friburgo. Segundo o órgão, a empresa também foi contratada em 2017 pela Prefeitura da cidade, com dispensa de licitação, pelo valor de R$ 2,1 milhões, com acréscimo de R$ 733 mil no contrato. No inquérito policial, o MPF afirma que serão investigados tanto os atos praticados pela atual gestão da Saúde em Nova Friburgo, como pela gestão passada, que foi afastada pela Justiça Federal no fim de 2017 por suspeita de atos ilícitos na área da Saúde. Resposta Global Saúde "A empresa Global informa que acompanhou de perto o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito e não verificou nenhuma irregularidade nos contratos firmados com o Município de Nova Friburgo. Afirma ainda que não há razão para a prorrogação do prazo para a conclusão dos trabalhos uma vez que o tempo inicialmente previsto é suficiente para o término das atividades da CPI. Por fim a empresa novamente destaca sua insatisfação com a forma de trabalho desenvolvida pelos membros da CPI, especialmente no que se refere às oitivas das testemunhas e a proibição expressa de participação dos advogados na elaboração de perguntas". Veja outras notícias da região no G1 Região Serrana.
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