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Exército envia 200 militares do RN para patrulhar ruas de Fortaleza durante motim da PM

21 Fevereiro 2020

Militares da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada de Natal começam a trabalhar nesta sexta (21) na capital cearense. Cerca de 200 militares da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada
do Exército Brasileiro, localizada em Natal, foram enviados a Fortaleza para participar da operação de garantia da lei e da ordem na capital cearense. De acordo com a corporação, o comando, o estado-maior e uma parte da tropa já estão na cidade. O efetivo completo deve estar em condições de operar a partir das 16h desta sexta-feira (21). As informações foram confirmadas ao G1 pela assessoria de comunicação da 10ª Região Militar. De acordo com a corporação, cerca de 2.500 pessoas serão empregadas na operação, até a sexta-feira (28). Além de militares do Rio Grande do Norte, há tropas do Ceará, Paraíba e Pernambuco. A medida foi tomada por causa de um motim de parte dos policiais militares do estado. A violência disparou no estado. Entre as 6h de quarta-feira e as 6h de quinta, o estado teve 29 homicídios – quase cinco vezes a média diária de 2020, de seis por dia. "O Comando da Operação terá sob seu Controle Operacional efetivos das Forças Armadas e dos Órgãos de Segurança Pública federais, estaduais e municipais, disponibilizados para a operação. Esse esforço tem por finalidade a preservação da ordem pública e a incolumidade das pessoas e do patrimônio, contribuindo para o restabelecimento das condições de normalidade no Estado do Ceará, com foco no município de Fortaleza", informou. Os militares deverão atuar no patrulhamento ostensivo, com revista de veículos e pessoas. Denominada Operação Mandacaru, a ação cumpre determinação do decreto publicado pelo presidente Jair Bolsonaro, após pedido do governador Camilo Santana, para Garantia da Lei e da Ordem em Fortaleza. Agentes do Exército realizam a segurança em ruas no Centro de Fortaleza José Leomar/SVM PMs paralisados Desde a noite de terça-feira (18), parte dos PMs do estado cruzou os braços para pressionar por aumento salarial. O movimento também tem fechado batalhões – nesta sexta, a unidade de elite na cidade de Sobral foi ocupada por homens encapuzados – e atacado carros oficiais, que têm os pneus esvaziados para não poderem ser utilizadas. Em um desses batalhões, o senador licenciado Cid Gomes foi baleado ao jogar uma retroescavadeira contra o portão que era mantido fechado pelos encapuzados. Ele não corre risco de morte. A violência disparou durante o motim. Entre as 6h de quarta-feira e as 6h de quinta, o estado teve 29 homicídios – quase cinco vezes a média diária de 2020, de seis por dia.

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