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Famílias do RN são as que mais consomem alimentos ultraprocessados do Norte e Nordeste, diz IBGE

03 Abril 2020

De acordo com o Ministério da Saúde, esse grupo de alimentos deve ser evitado, pois pode causar maior dano à saúde. Sorvete está entre os alimentos ultraprocessados mais consumidos
no Rio Grande do Norte Mirela Von Zuben/G1 As famílias do Rio Grande do Norte são as que consomem mais alimentos ultraprocessados do Norte e Nordeste. Do total de calorias disponíveis nos domicílios potiguares por ano, 19,9% vem de alimentos ultraprocessados, que passam por transformação industrial, segundo o IBGE. De acordo com o Ministério da Saúde, esse grupo de alimentos deve ser evitado, pois pode causar maior dano à saúde. Na comparação do total de calorias disponíveis no domicílio, de 17 subgrupos de alimentos ultraprocessados, o RN lidera, no Nordeste, em sete: frios e embutidos; biscoitos doces; bolos e tortas doces; chocolate; refeições prontas; bebidas lácteas; e sorvete. Os dados são da Pesquisa de Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, dentro do módulo “Avaliação nutricional da disponibilidade domiciliar de alimentos”. Segundo o IBGE, logo atrás do Rio Grande do Norte, a Paraíba possui a segunda maior participação de alimentos ultraprocessados no Norte e Nordeste, com 16,5% das calorias dos alimentos dos domicílios. Aquisição em quilos O módulo da pesquisa também oferece uma análise da aquisição de alimentos por domicílio, em quilos, por pessoa. De um total de dez itens de “alimentos preparados”, os norte-rio-grandenses lideram, no Nordeste, a aquisição em oito: batata frita, carne assada, frango empanado, salgadinho, sanduíche, massa, refeição e alimento congelado. No RN, comida in natura tem menor presença do Norte e Nordeste Ainda de acordo com o estudo, a participação dos alimentos in natura ou minimamente processados na casa dos potiguares é a menor do Norte e Nordeste: 50,4% das calorias do total de alimentos nos domicílios. Em situação oposta, o Maranhão (67,3%) lidera a disponibilidade desse grupo de alimentos (arroz, feijão, legumes e outros do tipo) no Norte e Nordeste. Além disso, os domicílios do RN apresentaram a menor participação do arroz (9,5%) no total de calorias dos alimentos do Norte e Nordeste. A disponibilidade de calorias provenientes de peixes no estado potiguar também é a menor da região ao lado da Bahia (0,4%). Em compensação, os potiguares lideram na presença de leite (5,5%), no Norte e Nordeste, e farinhas de trigo (0,9%) entre os estados nordestinos. O Norte (58,2%) e Nordeste (54,5%) são regiões com maior participação de alimentos in natura e minimamente processados no total calorias dos alimentos nas residências. O menor percentual é do Sudeste (44,9%), superado por Sul (47,3%) e Centro-oeste (50,7%). Crescimento da preferência por alimentos ultraprocessados desacelera A evolução da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil, estimada com base nas pesquisas realizadas em 2002-2003, 2008-2009 e 2017-1018, indica que alimentos in natura ou minimamente processados e ingredientes culinários processados vêm perdendo espaço para alimentos processados e, sobretudo, para alimentos ultraprocessados em todo Brasil. Apesar de a participação desses ultraprocessados na disponibilidade domiciliar ter aumentado ao longo das três pesquisa, o IBGE diz que o ritmo de crescimento diminuiu. Entre a Pesquisa de Orçamento Familiar 2002-2003 e a 2008-2009, houve aumento anual de 0,6 ponto percentual na porcentagem de calorias provenientes de ultraprocessados. Entre a edição a 2008-2009 e a atual, o crescimento desse grupo de alimentos foi 0,3 ponto percentual.
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