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Secretário adjunto de saúde evita falar em 'lockdown' no RN, mas reforça: 'Precisamos ampliar o isolamento social'

14 Mai 2020

Segundo Sesap e comitê científico, há outras medidas que devem ser tomadas antes da restrição mais severa. Pasta, no entanto, garante que índice de isolamento social é preocupante. Petrônio
Spinelli, secretário adjunto de Saúde, RN Sandro Menezes O secretário adjunto de Saúde do Rio Grande do Norte Petrônio Spinelli evitou falar em "lockdown" no estado na coletiva de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) desta quinta-feira (14). Entenda o que é lockdown Segundo ele, o uso do termo na atual circunstância do RN está relacionado com uma ampliação necessária do isolamento social. "A decisão não é se é 'lockdown' ou não. A decisão é que nós precisamos ampliar, isso é consenso, as medidas de restrição e de isolamento social", disse. "O termo em si ou qual é o grau e principalmente a viabilização operacional dessa medida é o que é fundamental. O comitê está avaliando as várias medidas que nós temos sobre isso". MEMORIAL: os brasileiros que perderam a vida na pandemia do coronavírus MAPA DO CORONAVÍRUS: as cidades com infectados e o avanço dos casos Acompanhe as notícias sobre coronavírus no RN em tempo real Veja mudanças no funcionamento de órgãos públicos e outros serviços no RN Na quarta-feira (13), o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do RN (SindSaúde) entrou com uma ação pedindo que a Justiça obrigue o Governo do Estado e a Prefeitura de Natal decretem um "lockdown" de, no mínimo, 15 dias para conter a proliferação do novo coronavírus no RN. Na própria quarta, a Justiça deu 48h para o Governo do RN e a Prefeitura de Natal se manifestarem sobre a ação. O "lockdown" é a maior restrição possível na atuação contra a Covid-19. Esse tipo de recurso já foi adotado em regiões da Itália, onde ainda vigora, Espanha e China, entre outros países, além do estado do Maranhão e cidades do Pará e Ceará. Trata-se de um bloqueio total da operação quaisquer de atividades, com exceção das essenciais. De acordo com Petrônio Spinelli, o motivo da ação representa um anseio que a Sesap também tem: melhorar o índice de isolamento social em todo o estado. "Temos acordo com o sindicato que nós precisamos ampliar a capacidade de isolamento. A questão objetiva é: precisa de novas medidas ou operacionalizar e viabilizar essas medidas com união maior de sociedade, de prefeituras, de estado?", falou. Segundo ele, o índice de isolamento social no Rio Grande do Norte na quarta-feira foi de 42.34%, número que ele considera preocupante. "O isolamento social efetivamente tem que melhorar. Nós precisamos que as medidas tomadas, mais que normativas, sejam operativas e que a gente possa na prática viabilizar a ampliação do isolamento social e evitar que vidas sejam perdidas", falou. Outras medidas antes do 'lockdown' O comitê científico que tem auxiliado a Sesap durante a pandemia do novo coronavírus no estado acredita que há outras medidas a serem tomadas antes de um possível "lockdown" como forma de manter um bom índice de isolamento social. Segundo o comitê, atualmente o RN está no "estágio 2" das medidas restritivas, já que mantém o decreto que restringiu as atividades de alguns serviços considerados não essenciais. O estágio 1 foi a suspensão das aulas da rede pública. "Há várias questões que devem ser discutidas antes de se fazer 'lockdown', como por exemplo observar as filas dos bancos, que são muito graves. Então, tem que tratar essas questões e promover o engajamento social com relação a essas questões do isolamento social", explicou Ricardo Valentim, coordenador do Laboratório de Inovação e Tecnologia em Saúde (Lais), que faz parte do comitê científico. Ele explica que o comitê tem analisado indicadores para tomar novas decisões e que o 'lockdown' é uma medida radical. Ele entende que o atual cenário ainda aponta para que as pessoas compreendam melhor a importância do isolamento social para preservar vidas e não colapsar o sistema de saúde. Atualmente, segundo a Sesap, a taxa de ocupação de leitos para adultos é de 93% na Região Oeste, de 89% na Grande Natal e de 53% no Seridó. "Se a sociedade não tiver esse comprometimento, aí sim a ciência estará observando esses indicadores e poderão se tomadas outras medidas restritivas. Mas há muita coisa a ser feita até que se tenha uma radicalização em relação a essas medidas", pontuou Valentim. Initial plugin text CORONAVÍRUS×
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