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'Decreto não pode virar peça sem utilidade', diz secretário adjunto de Saúde sobre baixo isolamento social no RN

15 Mai 2020

Petrônio Spinelli defendeu obediência às normas estabelecidas no combate ao novo coronavírus para evitar colapso do sistema de saúde. Petrônio Spinelli, secretário adjunto de Saúde do RN (arquivo) Elisa
Elsie/Governo do RN "Nesse momento, estamos avaliando o que fazer para aumentar o isolamento social, porque está muito claro que o fundamental não é fazer o decreto, mas fazer na prática com que isso aconteça. E essa é uma questão que tem ser articulada internamente no governo e com a sociedade, para não virar uma peça sem utilidade", afirmou na manhã desta sexta-feira (15), o secretário adjunto de Saúde do Rio Grande do Norte, Petrônio Spinelli, ao pedir que a população do estado obedeça às medidas de isolamento social por causa do novo coronavírus. De acordo com o secretário, o isolamento está sendo cumprindo por cerca de 42% da população, conforme os dados mais atualizados. O governo considera que o índice bem abaixo dos 60% esperado é o que tem feito aumentar o número de casos suspeitos e confirmados da doença, elevando também a pressão pelos leitos nos sistemas público e privado de saúde. Nesta sexta (15), o estado tem 350 pessoas internadas por causa da Covid-19. A taxa de ocupação dos leitos na região metropolitana de Natal e em Mossoró - as duas regiões mais afetadas, ultrapassa os 80%. O índice já foi pior, mas não diminuiu pela redução de internados e sim pela abertura de novos leitos. MAPA DO CORONAVÍRUS: as cidades com infectados e o avanço dos casos Acompanhe as notícias sobre coronavírus no RN em tempo real Veja mudanças no funcionamento de órgãos públicos e outros serviços no RN "O problema é que o planejamento estratégico de abertura de leitos tem como base um isolamento que não aconteceu. Houve uma pressão além do esperado em cima dos leitos críticos e a situação. Nesse momento, apesar de tudo, ainda temos uma margem", afirmou. "Todo dia aumenta o número de internados. Esperamos que nos próximos dias seja menor que o número de leitos que vamos abrir", acrescentou, afirmando que a evolução da doença está "pesada". Sobre a possibilidade de decretar lockdown, o secretário afirma que o primeiro objetivo é fazer com que as pessoas respeitem os decretos que já estão em vigor, mas considerou que nenhuma possibilidade está descartada. "Nossos decretos tinham objetivo de isolamento, alcançamos parcialmente e não estamos em colapso graças a isso, no entanto o isolamento está abaixo do que o decreto previa, então mais que fazer decreto e apertar isolamento, é criar condições para o isolamento aumentar e, ai sim, irmos analisando os casos", disse. "Nenhuma hipótese está descartada, mas depende da evolução dos casos e o pacto da sociedade para que o isolamento seja alcançado". O secretário também comentou a saída do representante do Rio Grande do Norte, Ricardo Valentim, do Comitê Científico do Nordeste e afirmou que a decisão foi pessoal, por parte do cientista, por causa de discordâncias. Apesar disso, Spinelli afirmou que o professor da UFRN segue no comitê científico local e que um novo membro para o comitê regional será indicado pelo governo, para manter o "elo" entre o grupo de cientistas locais e os que estão orientando os governadores do Nordeste.
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