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Macas empilhadas e falta de equipamentos: hospitais de campanha anunciados para a Grande Natal ainda não atendem pacientes de Covid-19

15 Mai 2020

Unidade de São Gonçalo do Amarante segue sem prazo para funcionamento. Em Parnamirim, perspectiva é que pacientes comecem a ser atendidos na próxima semana. Hospital de campanha de
São Gonçalo do Amarante ainda tem equipamentos encaixotados e empilhados nesta sexta-feira (15). Mariana Rocha/Inter TV Cabugi Equipamentos encaixotados, macas empilhadas, mobiliário guardado, salas e corredores vazios. Essa é a cena encontrada no prédio onde deverá ser instalado o hospital de campanha de São Gonçalo do Amarante, cerca de um mês e meio após ter sido anunciado. Em Parnamirim, nesta sexta-feira (15), parte da estrutura estava sendo montada no hospital que está sendo preparado para tratar pacientes do novo coronavírus na cidade, mas ainda falta parte do equipamento e pessoal. A previsão é de que ele entre em funcionamento na próxima semana. Ambas as estruturas ficam localizadas em cidades da região metropolitana de Natal - uma das áreas do estado com maior pressão por leitos de UTI, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde. Na manhã da quinta-feira (14), 88% dos leitos críticos estavam ocupados. Mas a situação chegou a ser mais grave na semana passada, quando 100% das vagas foram preenchidas. Conforme os últimos dados divulgados, o estado tem mais de 328 pessoas internadas por Covid-19, sem contar os pacientes de outras doenças. Macas empilhadas no Hospital de Campanha de São Gonçalo do Amarante Mariana Rocha/Inter TV Cabugi O Hospital de Campanha de São Gonçalo do Amarante segue sem prazo para funcionamento. Já em Parnamirim, a unidade anunciada inicialmente para o final de abril ainda tem perspectiva de abrir na próxima semana. Eles deverão aumentar a estrutura de leitos disponíveis na rede pública de saúde na região metropolitana, que abrange mais de 1 milhão de pessoas. No Hospital de Campanha de Natal, aberto no início deste mês, ainda não há leitos de UTI e apenas uma parte dos leitos clínicos está em funcionamento. Nesta sexta-feira (15), o município publicou um edital para contratar 228 profissionais temporariamente, depois que o contrato assinado com uma empresa para fornecimento de mão de obra foi suspenso. MAPA DO CORONAVÍRUS: as cidades com infectados e o avanço dos casos Acompanhe as notícias sobre coronavírus no RN em tempo real Veja mudanças no funcionamento de órgãos públicos e outros serviços no RN São Gonçalo do Amarante Em março, a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante anunciou que o Centro de Reabilitação construído e que sequer havia sido inaugurado iria funcionar como hospital de campanha por causa da pandemia do novo coronavírus. Uma parceria foi costurada com o Estado: o município cederia o prédio, os equipamentos que já estavam comprados e arcaria com custos de água e energia, enquanto o estado entraria com recursos para contratação de mão-de-obra, entre outros custos. Além de equipamentos específicos para tratar pacientes de Covid-19, como respiradores, falta a instalação da rede de gases no prédio. Inicialmente, o governo do estado chegou a anunciar 100 leitos, sendo 30 de UTI e 70 de retaguarda. Agora, a perspectiva é abrir pelo menos 50, sendo 20 de UTI e 30 clínicos. Caixas nos corredores do hospital de campanha de São Gonçalo do Amarante Mariana Rocha/Inter TV Cabugi "Como é de conhecimento público, todos os estados do Brasil enfrentam dificuldade na compra de respiradores, insumos e EPIs. E para abrir a unidade, a gestão precisa ter condições de oferecer suporte nesse sentido, além da estrutura física e de pessoal. Diante disso, a Sesap está avaliando todas as possibilidades possíveis para abertura de leitos. Ressalta-se que a viabilidade desse projeto só será possível diante da aquisição de respiradores ou que alguma organização consiga montar os leitos", afirmou a Secretaria Estadual de Saúde. Parnamirim Parte da estrutura do Hospital de Campanha de Parnamirim já está montada Geraldo Jerônimo Em Parnamirim, o hospital de campanha deverá ter 41 leitos clínicos e um de estabilização. Há pelo menos 20 leitos mobiliados, mas sem todos os equipamentos necessários para funcionar ainda. A secretária adjunta de Saúde, Jaciara Rangel, afirmou que a expectativa é que a estrutura comece a funcionar na próxima semana. Um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público foi assinado nesta quinta (14), para que seja lançado um edital para convocar recursos humanos - sendo 52 técnicos de enfermagem e 26 enfermeiros. A previsão, após isso acontecer, será possível receber pacientes. "A gente está na luta por equipamentos. Os fornecedores estão tendo muita dificuldade de entregar", explicou. Leitos no hospital de campanha de Parnamirim, na Grande Natal. Geraldo Jerônimo/Inter TV Cabugi Initial plugin text
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