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Filha grava reação do pai ao ganhar o primeiro celular aos 53 anos e vídeo viraliza

04 Julho 2020

Família mora na cidade de Areia Branca, no litoral do Rio Grande do Norte. Analfabeto, José Airton tinha dificuldades de utilizar aparelhos, mas aprendeu de forma intuitiva. Filha
grava reação do pai ao ganhar o primeiro celular aos 53 anos e vídeo viraliza A jovem Daíse Monteiro, de 22 anos, surpreendeu o pai na última sexta-feira (3) ao dar um presente inesperado a ele, mesmo sem qualquer data festiva próxima. Ao desembrulhar o pacote, sentado em uma rede dentro de casa, na cidade de Areia Branca, litoral do Rio Grande do Norte, José Airton, de 53 anos, chorou. Dentro da caixa, havia um celular: o primeiro que ele vai ter na vida. O vídeo circulou nas redes sociais desde que foi publicado. A intenção do registro, feito pela própria Daíse, era mostrar o momento à irmã. Mas a cena comoveu a muito mais gente, inclusive a ela, que se abraça e chora junto com o pai. A situação financeira nunca foi das melhores na casa de José Airton. Analfabeto, ele também não conseguia lidar bem com as funções do celular, como atender um telefonema, o que também justificava ele nunca ter tido um aparelho. Mas recentemente a filha começou a notar que ele começou a mexer no smartphone da mãe, que a própria Daíse deu há cerca de um ano. "Eu dei um a minha mãe, que também não sabia mexer, e ensinei ela a entrar no Whatsapp... Aí ele começou a mexer no celular dela. Ele a viu entrando no Youtube, então pegava o celular dela, colocava um vídeo ou uma música. Então pensei: por que não dar um a ele também?", falou Daíse. José Airton, de Areia Branca, ganhou primeiro celular da filha Reprodução Ela conta que assim que percebeu que o pai aprendeu a usar, de forma intuitiva, o celular, ela pensou no presente. Mas aí foi surpreendida pela pandemia, que fez com que ela parasse de trabalhar por conta das medidas de prevenção ao coronavírus. Daíse é micropigmentação de sobrancelhas e lábios. "Quando pude voltar uns dias ao trabalho, juntei um dinheiro e comprei o celular", disse. "Não é o melhor celular, mas pra ele já é muita coisa. Assim, ele pode mexer sozinho, sem precisar pegar o da minha mãe, que precisa do dela. Ele já fez até uma capinha de pano pra guardá-lo". Entre as coisas que ele mais assiste no celular, estão vídeos de musculação e músicas do estilo brega. "Ele ama malhar, desde novinho que ele faz exercícios físicos. Então ele fica assistindo vídeos de musculação. E ele também ouve músicas: ele gosta de brega e é fã de Zezo", contou. Dificuldades José Airton tem tido dificuldades para trabalhar atualmente, fato agravado pela pandemia do novo coronavírus. Ele pinta e lava barcos, mas os serviços só aparecem em determinados períodos do ano. Assim, quando não tem serviços, ele usa um pequeno barco, que ganhou de um amigo, para pescar e leva a maioria dos peixes para casa - os demais, ele vende. Dessa forma, atualmente o sustento da casa tem sido através da filha. Na busca por um emprego, José Airton esbarra, muitas vezes, numa mesma barreira: o analfabetismo. "Ele não teve a oportunidade de estudar, porque ele precisava trabalhar, pra levar as coisas pra dentro de casa. Ele até frequentou a escola quando mais novo, mas as necessidades fizeram ele parar. Eu e minha irmã já tentamos com que ele voltasse, mas ele diz que hoje não tem mais paciência", explica Daíse. A situação se agravava em determinados períodos. "Ele ficava louco, porque a gente vivia pulando de casa em casa, não tínhamos condições de ficar pagando aluguel. A gente já morou num quartinho bem pequeno mesmo, com uma rede em cima da outra", contou Daíse, que já trabalha há alguns anos. "Eu comecei a trabalhar bem nova, fazia faxina, trabalhava em lojinha, supermercado, vendia bijuteria, fazia de tudo". Os problemas financeiros amenizaram após a família conseguir uma casa para morar e Daíse deixar o emprego para trabalhar no seu próprio negócio. "Graças a Deus a gente conseguiu essa casa, eu arrumei um emprego melhor, trabalhei de carteira assinada e falei aos meus chefes do meu sonho. Eles super me apoiaram, eu saí e comecei a fazer sobrancelhas. Tinha meses que eu não fazia uma. Depois comecei a ficar mais conhecida, ganhei um concurso de beleza, o que me permitiu começar a ajudar e depois a sustentar tudo". Initial plugin text
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