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Palestra aborda reprodução assistida no RS; estado é o 3° no país com mais embriões congelados

19 Novembro 2019

Evento ocorre em Porto Alegre, nesta terça (19), no Hospital Moinhos de Vento. No mesmo dia, será inaugurado um centro que passa a oferecer o serviço na instituição. Centro
ficará na sede da Ramiro Barcelos do Hospital Moinhos de Vento HMV / Divulgação O Rio Grande do Sul é o terceiro estado com mais embriões congelados no país – mais de 7 mil –, segundo o 12º Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Um dado que justifica o crescimento constante na procura pela reprodução assistida pelos casais gaúchos. Até o ano passado, o estado tinha 12 locais que ofereciam o serviço. Menos até do que o Paraná, que realiza menos ciclos anualmente (2,3 mil do PR contra 2,8 mil do RS). Nesta terça-feira (19), o Hospital Moinhos de Vento inaugura o Centro de Fertilidade e lança, ao mesmo tempo, o Serviço de Fertilidade e Reprodução Assistida. "[O RS] é um estado expoente. Poderia ter mais [serviços], mas está bem. Norte e Nordeste têm menos, São Paulo tem mais. Cabe mais", destaca o diretor científico do Fertility Medical Group, Edson Borges Júnior, que participa do lançamento do espaço. Também na terça, ele realiza uma palestra para interessados no assunto, com o título "Fértil para sempre? Os desafios da reprodução assistida nos dias atuais". A programação é às 12h15, no anfiteatro Schwester Hilda Sturm, no hospital. Mais informações e inscrições podem ser encontradas no site. O médico afirma que, no Brasil, o ideal seria fazer 400 mil ciclos por ano para atender às pessoas inférteis. No entanto, cerca de 40 mil, ou 10% das pessoas que precisariam (um em cada 10 casais), fazem a fertilização in vitro. Para ele, isso ocorre por duas razões principais. "Um é econômico. Acontece mais em clínicas particulares do que em locais públicos. E outro é o desconhecimento. Se sabe muito pouco sobre isso", diz. O centro do Moinhos de Vento espera suprir uma lacuna. Como ficará dentro do hospital, será compartilhado com os demais setores, o que facilita o tratamento e o acompanhamento dos pacientes. O ginecologista Eduardo Pandolfi Passos, um dos coordenadores do centro ao lado da médica Isabel Cristina Amaral de Almeida, destaca que a segurança do material guardado e o atendimento integrado ajudará no controle posterior de pacientes com câncer, por exemplo. “A preservação de gametas passa a fazer parte do protocolo assistencial no tratamento dessas doenças”, explica Passos. Entre os grupos que procuram cada vez mais o serviço estão as populações LGBT e as pessoas em idade mais avançada. O diretor do Fertility Medical Group aponta que as mulheres que procuram o serviço têm, em média, 37 anos, o que já é considerado tarde em relação à fertilidade. Por outro lado, a taxa média de mulheres fertilizadas é de 76%, algo próximo à média mundial.

Em breve novidade aqui!!!

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