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Três vereadores têm mandatos cassados na Câmara de Sapiranga

19 Novembro 2019

Valmir Pegoraro (PDT), Cesino Nunes de Carvalho (PP) e Leonardo Braga (PSDB) perderam os mandatos. Vereadores votaram por unanimidade pela cassação dos três. Vereadores de Sapiranga foram afastados dos
cargos Câmara de Vereadores de Sapiranga/Divulgação A Câmara de Vereadores de Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre, decidiu, na tarde desta terça-feira (19), pela cassação dos vereadores Valmir Pegoraro (PDT), Cesino Nunes de Carvalho (PP) e Leonardo Braga (PSDB). Eles são suspeitos de corrupção ativa e passiva durante a eleição da Mesa Diretora, em 2018, para a Presidência da Casa. Os três foram afastados por unanimidade. Eles já não desempenhavam suas funções desde 18 de julho, quando a Justiça decidiu pelo afastamento. A defesa de Cesino justificou, durante a sessão, que o processo administrativo está ligado ao processo criminal e defendeu que o vereador não participou de nenhum esquema de corrupção. "A cassação não possui nenhum fundamento, porque se não há condenação por crime de corrupção ativa, não há quebra de decoro parlamentar. É apenas uma investigação, não quer dizer que tenha crime", alegou. Já o vereador Leonardo defendeu que nunca desviou dinheiro público. Ele acrescentou que já recorreu a instâncias superiores. "Já estou punido. Estou em Brasília lutando para poder voltar." O vereador Valmir também usou a tribuna para reivindicar sua inocência. "Não ofereci dinheiro a ninguém, não entreguei dinheiro a ninguém, não prometi vantagem a ninguém e não participei de nenhuma negociação que envolvesse dinheiro. Minha participação foi meramente política", disse. Descoberta por acaso Alessandro Vargas de Melo (PP), também citado no esquema, está afastado desde junho. Foi no celular dele que a Polícia Civil encontrou áudios nos quais os vereadores acusados articulariam pela compra do voto do vereador Leonardo em favor de Melo para a presidência da Câmara. Conforme o delegado Fernando Pires Branco afirmou à reportagem do G1, à época, foram encontradas mensagens trocadas entre os vereadores em que falavam sobre o suposto esquema. Melo havia sido preso em flagrante por posse irregular de arma e comércio irregular de arma. A polícia pediu à Justiça, então, o acesso ao conteúdo do celular do parlamentar. A Justiça negou a prisão preventiva, mas acatou o pedido de afastamento dos quatro envolvidos enquanto durasse o processo penal. Ao mesmo tempo, foi aberto o processo administrativo dentro da Câmara, para dar andamento dos pedidos de cassação em função da quebra de decoro parlamentar, que culminou na cassação desta terça.

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