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Irmã de venezuelana morta em Caxias do Sul diz que ex 'nunca aceitou' fim do relacionamento; homem está preso

14 Dezembro 2019

Suspeito do crime se apresentou à polícia na sexta-feira (13) e admitiu que jogou líquido em Ariana Victoria Godoy Figuera. Ela teve parte do corpo queimada e não resistiu.
Homem disse à delegada que queria assustar a jovem, e não sabe qual substância a atingiu. Homem se apresenta à polícia e confessa ter jogado líquido que causou morte de venezuelana A irmã da venezuelana que morreu no hospital cerca de oito horas depois de ter sido atingida por um líquido que queimou parte do seu corpo, conta que Ariana Victoria Godoy Figuera, 24 anos, atravessou o Brasil para fugir do ex-namorado. Suspeito do crime, que ocorreu na madrugada de sexta-feira (13) em Caxias do Sul, na serra gaúcha, o homem, de 36 anos, se apresentou à polícia no mesmo dia e admitiu que atingiu a jovem com uma substância, que alega não saber qual é. A delegada responsável pelo caso, Carla Zanetti, solicitou à Justiça a prisão preventiva do homem, que foi aceita durante a tarde, no mesmo dia. Ele está preso, e a polícia trata o caso como feminicídio. "Ele não aceitava que o relacionamento terminou, ele nunca aceitou isso", diz Joswinda Avila, irmã de Ariana. A família está abalada. "O sonho de toda mãe é ver seus filhos realizados", lamenta. Ariana chegava em casa quando teve o rosto e parte do tórax queimados pelo líquido. O homem chegou até ela em um carro. Segundo a delegada, os dois teriam morado juntos em Roraima antes de virem ao Rio Grande do Sul. Ariana teria chegado ao estado gaúcho há cerca de cinco meses, e ele teria vindo um mês depois. Em depoimento à polícia, o suspeito disse que teria tentado assustá-la, mas que a tampa do recipiente que ele usou se soltou e o líquido foi projetado contra a jovem. "Ele diz que não sabe o que jogou, pois trabalha com poda, com madeira. Não sabe o que pegou e levou [no carro]. Quando foi dar um susto, a tampa caiu", descreve a delegada, de acordo com o depoimento do homem. O Instituto-Geral de Perícias informou que está fazendo análises para saber que produto foi usado no ataque. Líquido jogado na vítima está sendo analisado pelo Instituto Geral de Perícias IGP-RS / Divulgação A família informou que Ariana morreu por volta das 7h de sexta-feira, cerca de oito horas depois de ter sido atingida pelo líquido. Ela tinha dois filhos, uma menina de um ano e um menino de quatro anos. Na ocorrência registrada na polícia, consta que o atendimento médico acionado após o ataque estava demorando e, por isso, a família chamou um transporte por aplicativo para ir até uma unidade de pronto-atendimento. Da UPA, Ariana foi encaminhada para um hospital, onde morreu. O Serviço de Atendimento móvel de Urgência (Samu) informou que não enviou uma ambulância porque a descrição dada pela família não aparentou ser de extrema urgência. Ariana Victoria Godoy Figuera morreu após ser atingida por líquido Arquivo pessoal
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