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Gestão da Cinemateca Capitólio será terceirizada em Porto Alegre, diz prefeitura

17 Janeiro 2020

Contrato prevê que uma organização social assuma por cinco anos os trabalhos, com a possibilidade de renovar por mais cinco. Associação de Críticos de Cinemas do Rio Grande do
Sul (ACCIRS) é contra às mudanças. Prefeitura lançará edital para terceirizar gestão da Cinemateca Eduardo Beleske / PMPA A Prefeitura de Porto Alegre informou que vai terceirizar a gestão da Cinemateca Capitólio. Um edital será lançado no mês de fevereiro para contratar uma organização social que assuma por cinco anos os trabalhos no local. O edital vai prever metas para a empresa que assumir, como mostras temáticas, preços acessíveis à população e a continuidade do programa de alfabetização audiovisual. No mínimo 30% das sessões devem ser gratuitas ao público. A prefeitura terá direito a 90 sessões anuais, conforme contrato que será firmado com empresa terceirizada. A organização vai assumir por cinco anos, com a possibilidade de renovação por mais cinco. De acordo com o secretário de Parcerias Estratégicas, Thiago Ribeiro, caso a instituição não cumpra as metas estabelecidas, o contrato poderá ser quebrado. "A Cinemateca também continuará com o caráter mais cult, com filmes que são fora dos blockbusters", explicou ao G1. Os funcionários do Capitólio estão ligados à Secretaria de Cultura. Segundo a prefeitura, após a terceirização, eles podem ser realocados para outros setores ou se tornarão agentes reguladores do contrato entre a prefeitura e a organização. A prefeitura estuda lançar outros editais para outros locais da cidade, como a Pinacoteca Rubem Berta e algumas praças e parques da Capital. A Associação de Críticos de Cinemas do Rio Grande do Sul (ACCIRS) afirmou, em nota, que é contra as mudanças anunciadas pela prefeitura e que a Cinemateca tem conseguido manter a qualidade dos serviços apesar das dificuldades financeiras. A ACCIRS teme que haja resultados negativos, tanto do ponto de vista financeiro, como na programação. (leia a nota abaixo) Nota da ACCIRS Desde a sua inauguração, em 2015, a Cinemateca Capitólio se consolida como uma referência em preservação e o lugar por excelência do exercício da cinefilia em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul. As dificuldades financeiras que afetam equipamentos culturais e a própria produção artística do país inteiro têm sido dribladas, na Capitólio, graças a um trabalho competente que alia a guarda da memória audiovisual com a programação de filmes importantes, das mais variadas épocas e procedências, alguns deles raros e até mesmo inéditos nas salas da cidade, do Estado e do país. Os projetos implementados incluem iniciativas de formação de plateias, festivais, mostras, cursos e encontros nos quais são debatidas questões prementes da nossa sociedade. É por isso que a Associação dos Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul (ACCIRS) se mostra preocupada com o processo de transferência da gestão da cinemateca para uma Organização Social (OS), ou “contratualização”, processo este que tem sido levado a cabo pela prefeitura da capital gaúcha nos últimos meses. Lembramos que iniciativas semelhantes têm dado resultados negativos do ponto de vista financeiro (como ocorreu com o Museu de Arte do Rio de Janeiro, o MAR) ou de programação (como ocorreu com a Cinemateca Brasileira), o que, caso se repita com a Capitólio, trará consequências desastrosas para a nossa cultura. Em nome da continuidade de um modelo que mantenha a excelência da cinemateca tal qual ela se apresenta hoje, e vislumbrando o aprimoramento dos resultados conquistados nesses quase cinco anos de atuação, a ACCIRS firma posição contrária às mudanças na forma como elas estão anunciadas e pede que a prefeitura ouça os apelos da comunidade artística e cinéfila gaúcha antes de prosseguir com o projeto nos moldes em que ele está sendo divulgado à sociedade.

Em breve novidade aqui!!!

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