-->

Ministério Público do RS recorre ao STJ para realizar julgamento de todos os réus do Caso Kiss em Santa Maria

21 Janeiro 2020

Tragédia completa sete anos na próxima semana. Julgamento de um dos réus, o sócio da boate, Kiko Spohr, foi desaforado, ou seja, retirado de Santa Maria após decisão do
Tribunal de Justiça. Coletiva foi realizada nesta terça-feira (21), em Santa Maria Divulgação/MP-RS O Ministério Público do Rio Grande do Sul entrou nesta terça-feira (21) com recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para pedir que todos os réus do Caso Kiss sejam julgados em Santa Maria, na Região Central do estado. O julgamento do músico Marcelo de Jesus dos Santos, do produtor Luciano Augusto Bonilha Leão e do sócio da boate Mauro Londero Hoffmann está marcado para o dia 16 de março, na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O quarto réu, Elissandro Spohr, também sócio da boate, no entanto, teve um recurso acolhido e seu processo foi desaforado, ou seja, retirado do foro original, e deve ser realizado em Porto Alegre. A data ainda não foi definida. Em entrevista coletiva com o MP e a Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, o advogado e assistente de acusação Pedro Barcellos explicou que considera o desaforamento de Elissandro "injusto". "Como os pais vão a Porto Alegre? Onde ficarão? Onde dormirão?', questionou. Conforme a associação, o caso envolve famílias de cinco estados, que deverão comparecer ao julgamento. O presidente da associação, Flávio Silva, afirmou que deverá ser preparada uma estrutura para receber os parentes durante o julgamento em Santa Maria. Na coletiva, também foram apresentados os procuradores que atuarão no caso, Davi Medina da Silva e Lúcia Helena de Lima Callegari. Antes da coletiva, eles foram até o local onde funcionava a boate. Veja o vídeo abaixo. Ministério Público visita Boate Kiss nesta terça-feira (21) Recurso especial Conforme o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais do MP, Marcelo Lemos Dornelles, o objetivo é não protelar o julgamento já marcado. Por isso, além do recurso especial, o MP ingressou com pedido de concessão de efeito suspensivo pedindo que o STJ determine que Elissandro seja julgado juntamente com os demais três réus, e no dia 16 de março. "A forma como nós colocamos é que não tenha riscos de protelar. Pedimos suspensão da remessa para Porto Alegre, e que seja mandado para cá. Em nenhum momento pedimos qualquer coisa diferente. Tivemos todo cuidado para que não tivesse esse tipo de interpretação [a de protelar a decisão]", explicou. Para ser submetido ao STJ, o recurso deve passar antes por uma análise no Tribunal de Justiça, o juízo de admissibilidade. O advogado de Elissandro, Jader Marques, no entanto, acredita que o recurso pode causar a mudança na data já marcada, e considera que a associação não queria pedir a reversão do desaforamento do seu cliente. "A associação estava correta quando manifestou que não desejava recorrer, pois, se assim fosse, o júri seria realizado ainda no primeiro semestre. Em relação à estratégia do MP, eu me reservo a deixar o tempo passar", afirma. A tragédia completa sete anos no próximo dia 27. Os quatro réus responderão pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e emprego de fogo, asfixia ou outro meio insidioso ou cruel que possa resultar perigo comum, consumado 242 vezes e tentado 636 vezes.

Em breve novidade aqui!!!

Usuário(s) Online

Temos 2250 visitantes e Nenhum membro online
We use cookies to improve our website. Cookies used for the essential operation of this site have already been set. For more information visit our Cookie policy. I accept cookies from this site. Agree