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Homem acusado de matar transexual é julgado em São Borja

21 Janeiro 2020

Thalia Costa Barboza, de 33 anos, foi morta em junho de 2018. Segundo o Ministério Público, jogador de futebol matou a vítima com chutes e golpes de faca.
Julgamento ocorre em São Borja Alfredo Pereira/RBS TV O julgamento do homem acusado de matar uma transexual em São Borja, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, começou na manhã desta terça-feira (21). A vítima, Thalia Costa Barboza, de 33 anos, foi morta em junho de 2018. Segundo o Ministério Público, o denunciado Douglas Gluszszak Rodrigues matou Thalia com chutes e golpes de faca. Ela teve hemorragia cerebral, consecutiva a traumatismo crânio-encefálico. Depois disso, o homem teria fugido com o carro da vítima. G1 tenta contato com a defesa de Douglas. Conforme a sentença de pronúncia, o réu confirmou em seu interrogatório o fato, mas acrescentou que não tinha a intenção de matar Thalia. Ele disse ainda que conheceu a vítima por meio de outro jogador de futebol, mas que nunca tiveram relação sexual, apenas intimidades. O réu disse ainda que era menor que Thalia e que ela "tentou forçá-lo a manter relação sexual, ao que a empurrou e disse que não queria". "Referiu que, ato contínuo, Thalia foi para cima do declarante, que desferiu um soco no rosto da vítima, que tornou a investida, oportunidade em que pegou uma garrafa vazia que estava no chão, com a qual desferiu um golpe na ofendida, que caiu. Sustentou que não sabia se Thalia morreu na hora em que recebeu o golpe, pois ficou assustado, pegou o carro e foi para casa. Negou ter chutado a vítima, referindo que machucou o pé treinando. Sustentou que estacionou o carro próximo ao apartamento, pegou os pertences de Thalia, descartou os documentos e ficou com o celular para apagar as fotos", diz a sentença de pronúncia. Segundo o Tribunal de Justiça, o homem está preso preventivamente. O caso Família de Thalia pede justiça Arquivo pessoal Douglas era jogador de futebol, ele atuava pela Associação Esportiva São Borja, time que disputava a Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho na época. A polícia chegou até o atleta, natural de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, por meio de câmeras de segurança. Os dois aparecem chegando juntos a um apartamento. Os documentos da vítima, além do carro dela, foram encontrados próximo à residência onde o suspeito morava, junto com outros colegas de equipe. A irmã da vítima, Mariane Costa Barboza, contou ao G1 na época que Thalia e Douglas eram um casal que estava junto há um mês. "Nós éramos muito próximas, ela me contava tudo. Muita injustiça o que foi feito com ela, ela não merecia isso. Pedimos justiça, pois esse monstro destruiu nossa família", afirma Mariane. A irmã conta que conversou com Thalia um dia antes de corpo ter sido encontrado. Ela relatou que Douglas era carinhoso com a namorada, e nunca poderia imaginar que uma coisa dessas poderia acontecer. "Tenho áudios enviados por ela para mim, em que ele falava que amava ela e que não queria ficar sem ela. Uma pessoa que diz que ama outra não faz essa monstruosidade", afirma.

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