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Corpo de brasileira morta ao cair de prédio no México chega ao RS

24 Fevereiro 2020

Caso é investigado como feminicídio pela polícia mexicana. Vanessa Vargas Ribeiro, de 33 anos, será velada e enterrada em Camaquã, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Maria Luiza Vargas,
mãe de Vanessa, e a amiga Netucia de Souza Pires na chegada do corpo em Porto Alegre Samuel Vettori/RBS TV O corpo de Vanessa Vargas Ribeiro, de 33 anos, chegou a Porto Alegre, na manhã desta segunda-feira (24). A gaúcha morreu no dia 1º de fevereiro após sofrer uma queda do quarto andar de um prédio. O G1 entrou em contato com a polícia mexicana que confirmou que o caso é tratado como feminicídio. O nome do suspeito não foi divulgado para não atrapalhar a investigação. "Ela me sustentava, me dava tudo. Eu queria estar morando debaixo de uma ponte, mas que ela estivesse viva. O mundo acabou para mim", disse a mãe da modelo, Maria Luiza Vargas. O translado da Cidade do México, capital do país na América do Norte, até o Rio Grande do Sul começou na tarde domingo (23) e foi acompanhado pela amiga da vítima Netucia de Souza Pires. O avião que trouxe o corpo da gaúcha fez uma escala em Lima, no Peru, antes de vir para a Capital. De acordo com a prima da modelo, Elvira Vargas, Vanessa será velada e enterrada em Camaquã, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O sepultamento está marcado para as 17h. "Até agora não se sabe nada dele [suspeito]. O que se sabe é que ele está foragido. Se continua no país ou não continua, não se sabe nada ainda. A gente, por enquanto, está acompanhando a investigação por aqui, mas se for preciso eu estou preparada para ir a qualquer momento", disse Elvira. Vanessa é natural de Camaquã e morava no México há quase seis anos, conforme a família Arquivo Pessoal Crime Netucia de Souza Pires, que conhecia a vítima, foi quem reconheceu o corpo da amiga. Ela acredita que o namorado tenha envolvimento com a morte. "Foi, mais ou menos 6h50 da manhã que ele jogou ela do edifício. Ela caiu uns seis metros. (...) Ele montou um apartamento para ela, dava dinheiro semanalmente, se viam toda semana. Deu uma vida confortável para ela, mas essa vida confortável custou a vida dela" O homem, um empresário mexicano, é o proprietário do apartamento de onde a mulher sofreu a queda, disse a prima Elvira ao G1. Vanessa visitava o namorado no local, segundo sua família. "O apartamento era dele. Ela ia para lá todo fim de semana. Ela morava em outro apartamento, no térreo", explica Elvira. Netucia relata ter visto imagens das câmeras de segurança do prédio. No vídeo, segundo ela, o empresário é visto saindo do local, de carro, logo após a morte de Vanessa. "Não dá para ver bem em cima porque é muito alto. Eu preciso pressionar a polícia para eles conseguirem as câmeras porque tem câmeras em todos os lugares. A câmera mostra quando ele sai no carro dele, olha pra ela no chão e sai. Ela agonizando no chão." Jantar horas antes Segundo a amiga, na véspera da morte, sexta-feira (31), Vanessa postou fotos de um jantar com o namorado. "De quatro meses para cá, ela me falou que ele começou a ser indiferente, começou a brigar mais com ela, a exigir mais coisas dela e começou a querer tirar as coisas dela", diz Netucia. A família, no Brasil, ao não conseguir contato com Vanessa, mandou mensagens para o empresário, que havia bloqueado os contatos da mãe, irmã e prima da vítima. A família busca um laudo de necropsia. "Quero saber do que ela morreu. Quero uma resposta oficial", afirma Elvira. Vanessa havia se mudado para o México há quase seis anos, para trabalhar como modelo. Há cerca de cinco anos mantinha o relacionamento com o empresário, que chegou a vir ao Brasil para conhecer a família. "Ela era uma menina humilde, saiu de Camaquã quando terminou a escola, foi para São Paulo para ser modelo. Ela era muito pura de coração", diz a madrinha da vítima. Conforme os relatos que Vanessa fazia à família, o empresário nunca foi violento fisicamente, mas tentava controlar a namorada. "Ele já proibiu ela de trabalhar, tinha que viajar e ele não queria. Ele controlava ela 24 horas por dia. Ligava para o celular dela e para o fixo ao mesmo tempo, porque aí ele tinha que ouvir o fixo tocar para ver se ela estava em casa. Para sair de casa tinha que ser com o motorista dele. Ele tinha ela como propriedade dele, e ela tinha que tá ali sempre à disposição dele", afirma Elvira. Família de Camaquã tenta trazer corpo de brasileira morta ao cair de prédio no México
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