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Engenheira de Aratiba ganha prêmio internacional por pesquisa sobre tratamento de água

03 Julho 2020

Darline Belen é formada pela Universidade Federal da Fronteira Sul e fez mestrado em Engenharia Civil e Ambiental nos Estados Unidos. Premiação seleciona as melhores pesquisas sobre o tema.
Darline Balen apresentando a pesquisa no American Water Works Association Arquivo Pessoal A engenheira ambiental Darline Belen foi premiada pela American Water Works Association (AWAW) por sua pesquisa envolvendo o tratamento de água através da biofiltração lenta, um processo responsável pela purificação. O trabalho da pesquisadora de Aratiba, no Norte do Rio Grande do Sul, garantiu o segundo lugar no ranking das melhores dissertações de mestrado sobre o tema. "A AWWA é a maior organização de águas de abastecimento público do mundo. Esse prêmio significa muito para mim. São estudantes do mundo inteiro que mandam os seus trabalhos. Me senti muito feliz e honrada", comemora Darline. Formada pela Universidade Federal da Fronteira Sul, de Erechim, Darline foi aprovada para fazer o mestrado em Engenharia Civil e Ambiental na University of New Hampshire, nos Estados Unidos. "Foi um trabalho bem intenso com vários experimentos no laboratório. Não tinha horário, as vezes tinha que ir pro laboratório no final de semana ou a noite. O meu orientador do mestrado ficou muito feliz com o meu trabalho, e foi ele quem me aconselhou a enviar a minha dissertação para AWWA para concorrer ao prêmio", lembra. Darline aponta que a tecnologia estudada por ela é eficiente e tem baixo custo de construção e manutenção. "É ideal para locais mais isolados. Em um biofiltro, micro-organismos crescem dentro do filtro e eles são os principais responsáveis pela purificação da água. O meu trabalho buscou melhorar a eficiência de remoção do filtro através da adição de nutrientes que favorecem o crescimento desses micro-organismos. Além disso, eu conduzi análises de DNA para entender quais micro-organismos foram favorecidos pela adição de nutrientes e como eles afetaram o desempenho do biofiltro", explica. De acordo com a engenheira, a técnica que usa filtros lentos de areia para purificar a água é conhecida desde o século XIX. "Por mais que essa seja uma tecnologia antiga, ainda não era muito bem compreendido as interações microbianas dentro filtro, e a minha pesquisa foi inovadora no sentido de buscar entender, a nível microbiológico, os processos de purificação da água". Engenheira ambiental usou 5 combinações de nutrientes em sua pesquisa de mestrado Arquivo Pessoal A preocupação com a qualidade da água oferecida na sua cidade natal serviu de motivação para a engenheira. O município de Aratiba tem cerca de 6,2 mil habitantes. "Eu cresci no interior de Aratiba. A água que abastece a minha comunidade não tem nenhum tratamento. O meu interesse em tratamento de água começou desde cedo com a curiosidade de saber se água que bebemos é ou não aceitável", explica Darline. Por conta da pandemia do coronavírus, a conferência presencial da premiação da AWWA, que aconteceria neste mês em Orlando, foi suspensa. Morando atualmente nos Estados Unidos, a gaúcha atua em uma consultoria no tratamento de água. "É muito bom aplicar o conhecimento aprendido na universidade em problemas reais". Initial plugin text
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