Quarta, 26 Agosto 2020 12:05

Governo do RS isenta de ICMS medicamento usado em doença degenerativa rara


Zolgensma é conhecido como o remédio mais caro do mundo, avaliado em R$ 12 milhões. Uma única aplicação impede a progressão da Atrofia Muscular Espinhal. Antes da aprovação do
medicamento no Brasil, a gaúcha de Teutônia Livia Teles recebeu o tratamento nos Estados Unidos Arquivo Pessoal O governo do Rio Grande do Sul divulgou, na terça-feira (25), a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, conhecido como ICMS, do medicamento Zolgensma, utilizado no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME). O medicamento é produzido fora do Brasil pela empresa Novartis Biociências S.A e tem custo de cerca de R$ 12 milhões. Com a isenção do imposto, o custo do medicamento reduz em cerca de R$ 2 milhões. A decisão estadual acontece após o Governo Federal zerar o imposto da importação do medicamento e incluir o produto no registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com o registro da Anvisa, o Zolgensma será usado para tratar somente crianças de até 2 anos diagnosticadas com atrofia muscular espinhal (AME) tipo 1, a forma mais grave da doença e que geralmente causa a morte antes dessa idade. Zolgensma: o remédio mais caro do mundo "Nosso esforço é para melhorar a vida das pessoas. É uma forma de respeitar a mobilização de várias famílias gaúchas que lutam, diariamente, para conseguir comprar esse medicamento que salva a vida de crianças acometidas por essa doença rara e grave", afirma o governador Eduardo Leite. Uma única aplicação do Zolgensma, até os 2 anos de idade da criança diagnosticada com AME, minimiza os efeitos da doença, pois ele atua impedindo a progressão dos sintomas. Anvisa publica registro do medicamento conhecido como o mais caro do mundo Caso da pequena Lívia Teles Há duas semanas, antes do medicamento Zolgensma ser liberado no Brasil, a pequena Lívia Teles, de Teutônia, no Vale do Taquari, foi até os Estados Unidos para receber o tratamento. Diagnosticada com Atrofia Muscular Espinhal, ela recebeu a dose do medicamento após a família arrecadar cerca de R$ 10 milhões, e uma decisão judicial garantir que a União pagasse o valor que faltava. O tratamento total de Lívia teve custo de R$ 12,5 milhões. Para Anderson Henrique Teles, pai da menina, a decisão é um passo importante. "A saúde é um direito de todas as pessoas e nenhum medicamento que pode salvar vidas ou melhorar a qualidade de vida deveria ser taxado e, muito menos, tornado inacessível para a população. Ainda resta discutir o alto custo do medicamento e sua disponibilização pelo SUS de forma gratuita. Só assim se poderá garantir o tratamento para quem precisa", afirma Anderson. "Esperamos que nenhuma criança precise mais sair do país para garantir aquilo que é um direito", acrescenta. Saiba o que é a AME A Atrofia Muscular Espinhal é uma doença neuromuscular que afeta, principalmente, recém-nascidos. Pacientes diagnosticados com a AME não têm a capacidade de se sustentarem em pé sozinhos, respirar espontaneamente ou engolir naturalmente. A expectativa de vida de crianças assim é de até 2 anos, pois a progressão dos sintomas é rápida e elas precisam de auxílio para respirar. Porém, com a evolução no tratamento para compensar a insuficiência respiratória, há casos de crianças que ultrapassaram essa idade. Por isso, desde o diagnóstico, elas precisam de fisioterapia, nutrição e até ventilação mecânica.
Ler 21 vezes

Atendimento ao Cliente:  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Suporte ao Cliente:  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Depto financeiro:  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Publicidade & Propaganda: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Notícias

Vídeos

Guia Comercial

Nossa Empresa

Please publish modules in offcanvas position.