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Quarta, 23 Setembro 2020 04:00

Menos de 1/3 dos pré-candidatos à Câmara de Vereadores de Porto Alegre são mulheres


Das 822 pré-candidaturas, 552 são de homens (67,2%) e 270 são de mulheres (32,8%). Percentual de candidaturas femininas aumentou 1,1% em relação às eleições de 2016. Número de pré-candidaturas
femininas aumentou 1,1% Reprodução/RBS TV O percentual de mulheres pré-candidatas a uma vaga na Câmara de Vereadores de Porto Alegre em 2020 aumentou 1,1% em relação ao pleito de 2016. Porém, ainda fica abaixo de 1/3 do total de pré-candidatos anunciados nas convenções partidárias. Dos 822 pré-candidatos, 552 são homens (67,2%) e 270 são mulheres (32,8%). Em 2016, de 546 candidatos, 373 eram homens (68,3%) e 173 (31,7%) eram mulheres. Eleições municipais de Porto Alegre conforme o gênero O cenário ainda pode mudar, já que as candidaturas não foram oficializadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS). Além disso, dos 600 candidatos em 2016, 54 não entraram no cálculo por estarem com situação pendente na Justiça Eleitoral, seja por cassação, falecimento, renúncia ou outra condição semelhante. No entanto, com percentuais muito semelhantes, os dois cenários confirmam a tendência de menor presença feminina nos partidos e coligações. "A política é predominantemente masculina", afirma o professor Rodrigo Stumpf González, do Departamento de Ciência Política da UFRGS. "Mas houve um certo avanço, à medida que normas de financiamento obrigaram os partidos a abrir mão dos recursos do Fundo Partidário ou lançar candidatas mulheres", acrescenta. Segundo a lei 12.034, de 2009, cada partido ou coligação deve preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo. No entanto, não especifica qual — apenas garante que não haja candidatura exclusiva a um gênero. Neste pleito, assim como no anterior, são poucas as que mantêm uma distribuição proporcional entre homens e mulheres. "O que ocorre na prática é que os partidos não têm uma organização da militância partidária. Afora os partidos mais ligados em questões sociais, os partidos mais tradicionais acabam lançando mais candidatos homens", diz González. A representatividade, entretanto, é bastante inferior à proporção entre homens e mulheres na Capital. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 53% dos moradores de Porto Alegre são do sexo feminino. Mas quando a comparação é entre as mulheres eleitas, a proporção é muito menor. Em 2016, apenas quatro (11,1%) dos 36 vereadores eleitos eram mulheres. Atualmente, a Câmara tem cinco (13,8%) mulheres. "Alguns dos puxadores de votos de eleições anteriores são tipicamente pessoas de exposição no mundo artístico ou esportivo. Da mesma forma que o futebol feminino tem menos exposição na mídia em relação ao masculino, ocorre o mesmo nas eleições com a sua contraparte. À medida que não há um protagonismo de mulheres entre uma eleição e outra, os partidos ocupam as vagas com mulheres que não têm viabilidade eleitoral", conclui. O prazo para o registro definitivo das candidaturas vai até as 19h deste sábado (26). A partir de domingo, começa a campanha eleitoral em veículos impressos, sonorização e internet. A campanha em rádio e televisão começa em 9 de outubro.
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