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Exames do novo coronavírus param de ser feitos em Rondônia; Sesau diz que kits não chegaram

29 Março 2020

Testes de Covid-19 estavam sendo feitos normalmente até quinta-feira (26). Coordenador do Cievs aponta que falta de kits é pela ‘instabilidade no fluxo aéreo’ no país. Testes para
Covid-19 deixam de ser realizados em RO Claudio Furlan/LaPresse via AP Os exames que atestam o novo coronavírus em Rondônia pararam de ser feitos por conta da instabilidade de fluxo aéreo que afeta o país. Com isso, novos kits ainda não chegaram a Porto Velho. A informação foi confirmada pelo secretário de Saúde do estado (Sesau), Fernando Máximo, em um vídeo postado na página da Sesau no Facebook na noite de sábado (28). Conforme Fernando Máximo, os últimos testes de Covid-19 em Rondônia foram feitos na noite de quinta-feira (26). “O Brasil e o mundo inteiro têm tido dificuldades em adquirir kits para a realização dos exames, e Rondônia não tem sido diferente. Nós estamos há mais de uma semana aqui no nosso estado fazendo exames de coronavírus. Entretanto, na sexta-feira e neste sábado, nós não conseguimos fazer porque os nossos kits não chegaram. Esses kits eram para ter chegado na terça-feira (24), mas acabaram não chegando e nós só conseguimos fazer até quinta à noite”, explicou o secretário. Initial plugin text Ainda de acordo com Máximo, equipes do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) seguem com a realização de testes para outros vírus, como Influenza A, H1N1 e H3N2. A expectativa, segundo o chefe da pasta, é de que os novos kits cheguem em Rondônia entre a madrugada de sábado e domingo (29). O coordenador do Centro de Informações Estratégicas da Vigilância em Saúde de Rondônia (Cievs), Sid Orleans, confirmou que o problema da falta de kits é oriundo da instabilidade do fluxo aéreo que atinge o mundo por conta da pandemia. Mas reiterou que o material para os testes em Rondônia, extraído das amostras dos pacientes com suspeita de infecção com Covid-19, já está separado para o exame. Disse ainda que o Ministério da Saúde tem feito o possível para resolver o problema da malha aérea. “Porque a logística de envio, de voo, está bastante prejudicada. Nem o próprio Ministério da Saúde consegue garantir a chegada para a data que ele prevê”, ressaltou Orleans, reiterando que é preciso ficar de quarentena para frear a propagação do novo coronavírus. Rondônia tem 256 amostras de 204 pacientes com suspeita de Covid-19 em análise, conforme informação mais recente da Sesau. O estado faz os próprios testes da doença desde 19 de março e, segundo Fernando Máximo, a região tem estrutura para fazer os próprios exames. Crise aérea A Gol Linhas Aéreas (GOL) anunciou a retirada de seus voos diários de Porto Velho. Com isso, a capital passa a ter apenas uma decolagem semanal da GOL. O voo continua sendo para Brasília e a decolagem será toda terça-feira, às 01h05. A pandemia do coronavírus atingiu a oferta de voos domésticos no Brasil. Os 14.781 voos semanais foram reduzidos para 1.241 pela falta de demanda no país. A Agência Nacional de Aviação (ANAC) negociou com as três principais empresas aéreas do país a manutenção de voos em todas as 27 capitais do país e mais 19 localidades. A nova malha aérea passa a valer neste sábado (28) e segue até o final de abril, quando uma nova avaliação será feita Na semana passada, as empresas GOL, Azul e o Grupo Air France-KLM anunciaram a redução das operações no Brasil.
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