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Moro diz que fluxo de imigrantes em RR 'gera sensação de insegurança' mas 'não se reflete' nos indicadores de crimes violentos

13 Fevereiro 2020

Ministro visitou a cidade de Pacaraima durante a manhã junto do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) e o governador Antonio Denarium (PSL). Sérgio Moro durante coletiva em RoraimaJackson Félix/G1 RR O
ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, reconheceu nesta quinta-feira (13) que o fluxo migratório de venezuelanos "causa uma sensação de insegurança" na população em Roraima. Entretanto, ele afirmou que a preocupação não reflete os números de crimes violentos registrados no estado. Em visita oficial, Moro esteve mais cedo em Pacaraima, na fronteira com a Venezuela. A cidade passou por dias de tensão após moradores protestarem, por cinco dias seguidos, por medidas do governo contra o aumento na violência que eles atribuem aos venezuelanos que entram no país pela região. As manifestações tiveram início na última sexta-feira (7), quando uma adolescente venezuelana, de 15 anos, foi estuprada por um homem, também venezuelano, de 24 anos. Ele foi detido pela Polícia Militar e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça na audiência de custódia. O crime causou a revolta da população que foi às ruas pedir segurança. Na tarde do domingo (10) os moradores fecharam a BR-174 no trecho que dá acesso à divisa entre os dois países e houve confronto com Polícia Rodoviária Federal (PRF). O clima era de tensão na fronteira. “Em Roraima a criminalidade violenta caiu uma taxa de homicídios, feminicídios, bem como roubos. Então, embora muitas vezes esse fluxo migratório gere uma sensação de insegurança, isso não tem refletido nos indicadores, pelo menos nos crimes mais violentos”, afirmou. Sob forte esquema de segurança, Moro esteve no posto de triagem da Operação Acolhida em Pacaraima, onde são atendidos os venezuelanos que entram no Brasil, e foi ao marco da fronteira entre os dois países, mas não andou pelas ruas. A visita na fronteira foi acompanhada pelo vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), e o governador Antonio Denarium (PSL). Moro disse que mudanças na lei de imigração, também cobradas nos protestos de Pacaraima, são questões complexas e "que necessitam de uma discussão mais profunda". No entanto, afirmou que o governo federal estuda reforçar a segurança na fronteira. "Há uma série de medidas em estudo, inclusive o incremento da presença da Força Nacional naquela região [fronteira], mas isso deve ser anunciado no momento que tiver definida provavelmente essa questão", afirmou. Desde 2015, Roraima recebe um grande e crescente número de imigrantes venezuelanos que entram no Brasil pela fronteira do estado. Em Pacaraima, o fluxo diário de entrada de venezuelanos, no mês de janeiro, foi de 432 entradas por dia e de 122 saídas de venezuelanos por dia, conforme divulgado pela Acolhida nesta semana.

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