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Justiça nega pedido de liberdade para foragidos por esquema de desvio de verbas da Saúde de RR

16 Setembro 2020

Grupo é suspeito de desviar ao menos R$ 30 milhões durante anos de contratos para fornecer serviços médicos, apontam as investigações da Polícia Civil. Em setembro, nomes e fotos
dos envolvidos foram divulgadas. Coopebras Coopebras/Divulgação A Justiça negou o pedido de revogação de prisão para foragidos por esquema de desvio de verbas da Saúde de Roraima nesta quarta-feira (16). O grupo faz parte da Cooperativa Brasileira de Serviços Múltiplos de Saúde (Coopebras). O G1 tenta contato com os envolvidos. O grupo é suspeito de desviar ao menos R$ 30 milhões durante anos de contratos para fornecer serviços médicos. A estimativa de prejuízo é da Polícia Civil, que deflagrou em agosto, a terceira fase da Operação Hipócrates, contra o núcleo administrativo da cooperativa. O vice-presidente da Coopebras, Edivaldo Pereira Vieira, de 59 anos, Esmeralda Menezes Vieira, de 51 anos, esposa de Edivaldo e responsável pelas empresas na Bahia Maria Oélia Paulino, de 60 anos, responsável pelo setor financeiro da Coopebras; A defesa de Edilson Pereira Vieira, de 52 anos, responsável pela parte operacional da Coopebras, também fez o pedido de revogação da decisão. No entanto, a decisão ainda não consta no Sistema da Justiça. Os advogados argumentaram que "os crimes supostamente imputados ao grupo não se configuram com grave ameaça ou violência". No entanto, A juíza da Vara de Entorpecentes e Organizações Criminosas, Daniela Schirato, afirma que a liberdade dos envolvidos "interferir na produção de provas mesmo na fase judicial". "Especialmente no que se refere aos depoimentos testemunhais e mesmo interrogatórios de corréus, devendo-se evitar o poder de coação que possa ter sobre eles", diz trecho de decisão da juíza. As três fases da Operação Hipocrates A primeira fase da Operação Hipócrates foi em junho de 2019. Na época, a Polícia Civil tinha como foco médicos efetivos que cumpriam jornadas de trabalho simultâneas. Conforme as investigações, os profissionais eram escalados por uma empresa privada para cumprir plantão pelo mesmo horário que eram contratados pelo governo. O nome da operação faz referência ao médico grego que é considerado "o pai da medicina". A ação correspondia a desvios de verbas, peculato, apropriação indébita e falsidade ideológica de médicos que trabalharam na Cooperativa Brasileira de Serviços Múltiplos de Saúde (Coopebras) entre 2015 e 2019. A segunda fase da operação, denominada Tracto, foi deflagrada em outubro de 2019. No dia, foram presos em flagrante o vice-presidente da Coopebras e um médico. Eles estavam com armas e munições, informou a Polícia Civil. Os alvos na segunda fase foram agentes públicos que atuavam na saúde pública de Roraima. A operação Tracto foi batizada com esse nome em virtude da palavra em latim que significa "manipuladores". Já na terceira fase, a Polícia Civil informou que a Coopebras desviou ao menos R$ 30 milhões da Saúde pública de Roraima durante anos de contratos para fornecer serviços médicos. Foram expedidos cinco mandados de prisão e cumpridos mais de 40 mandados de busca e apreensão de veículos, além do sequestro de vários imóveis pertencentes ao presidente da Coopebras. Dos cinco mandados, apenas uma pessoa foi presa. As outras quatro são consideradas foragidas, informou a Civil.
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