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Polícia fecha laboratório no Oeste de SC e indicia 14 pessoas por suspeita de fraude em exames toxicológicos

20 Janeiro 2020

Investigação apontou que motoristas compravam exames com resultados negativos para CNH e admissão em empresas. Fraude ocorria em Cunhã Porã e laboratório foi fechado. Exames com resultado negativo
para drogas era vendido a motoristas de SC Polícia Civil/Divulgação A Polícia Civil indiciou 14 pessoas por falsidade ideológica e e fechou um laboratório de Cunha Porã, no Oeste catarinense, em uma operação denominada Falso Negativo. O inquérito da primeira fase da operação foi encaminhado à Justiça na sexta-feira (17). Os indiciados são suspeitos de envolvimento na compra e venda de exames toxicológicos fraudados. Ninguém foi preso. Entre eles estão 10 motoristas, um advogado, duas pessoas que cediam material biológico para os exames salsos, e o farmacêutico responsável pela coleta de material. Durante a investigação, que durou seis meses, a polícia pediu à Justiça o fechamento do laboratório e pediu a suspensão do registro profissional do farmacêutico, também responsável pelo laboratório. Os caminhoneiros indiciados também seriam responsáveis pro procurar novos clientes para o esquema criminoso. "O laboratório facilitava a aprovação dos exames com envio de material biológico de terceiros, os principais clientes eram caminhoneiros, mas pode existir outros como por exemplo alguém que queria comprovar para os pais que não usa drogas", delegado João Luiz Miotto, responsável pelo inquérito. A investigação apontou que dezenas de motoristas, principalmente caminhoneiros, compravam exames com resultado negativo para uso de drogas ou medicamentos proibidos para dirigir. A polícia identificou também um motorista com habilitação para transporte escolar e outro preso que já foi preso por usar crack. "Compravam os exames fraudados para apresentar em empresas e para CNH. Até o momento foram identificados caminhoneiros de Santa Catarina, diversas cidades. As investigações continuam. Foram identificados exames fraudados de 2017 e 2019. Então, o número é bem maior que o conseguido até agora", detalha Miotto. O laboratório de Cunha Porã enviava material biológico de outras pessoas para análise e falsificava a assinatura do interessado, mesmo sem ele nem ir ao local. O preço da venda de exame variava entre R$ 500 e R$ 1 mil. A polícia pediu também na sexta-feira (17) a cassação da habilitação dos suspeitos de comprarem os exames. Além de passar por novo processo para retirar as carteiras, eles podem responder por falsidade ideológica. A Polícia Civil continua a investigação em segundo inquérito para tentar identificar mais pessoas envolvidas na fraude. Ao menos 14 pessoas foram indiciadas pela polícia civil suspeitas de envolvimento em fraude de exames toxicológicos Polícia Civil/Divulgação Veja outras notícias do estado no G1 SC

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