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Estudante de SC faz fantasias de carnaval para crianças com autismo

21 Fevereiro 2020

Peças foram elaboradas para trazer conforto e ajudar na socialização e coordenação motora. William Ortiz no desfile para apresentar os looks Arquivo pessoal Um estudante catarinense do curso
de design de moda criou uma coleção de fantasias, com peças lúdicas, interativas e sustentáveis, voltada para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Os looks podem ser usados tanto no carnaval, quanto no dia a dia. William Ortiz, de 22 anos, que reside em Florianópolis, desenvolveu os vestuários após analisar as dificuldades das crianças com sensibilidade exacerbada. Segundo ele, o objetivo foi proporcionar maior conforto para quem usa, além de auxiliar na coordenação motora, na aceitação de novos materiais e na socialização. Autismo: as descobertas recentes que ajudam a derrubar mitos sobre o transtorno Sem cura e com tratamento caro, autismo é desafio para pais e instituições sociais Autismo: mitos e verdades Pedro com a fantasia do pato Arquivo pessoal A coleção, batizada de “Iti Malia”, passou por um processo que envolveu pesquisa na Estácio, na unidade que fica em São José, na Grande Florianópolis e diálogo com pais de crianças com TEA. “Eu costuro desde os 14 anos e foi a primeira vez que fiz peças para crianças e foi um desafio. Mergulhei nos estudos sobre a psicologia das cores como cada uma influência no desenvolvimento das crianças, quais ajudam a acalmar, interagir e socializar. Também foi preciso analisar os aviamentos e outros acessórios. Tudo isso para não causar desconforto visual, auditivo e de tato. Tenho um primo que convive com o TEA, que mora em outra cidade, ele e a mãe dele me ajudaram também”, explicou. O estudante também procurou desenvolver um projeto com peças funcionais e confortáveis, além de adaptar materiais reutilizados e de doação. “São tecidos 100% algodão bem fofos, moletom e malhas mais leves, próprias para o calor. A última parte foi a escolha dos personagens. O tema precisava ser lúdico para estimular o interesse das crianças, assim nasceu a do pato, da raposa e do dinossauro”, disse. Fantasia de pato Arquivo pessoal Fantasia de raposa Arquivo pessoal Fantasia de dinossauro Arquivo pessoal Criatividade Após a escolha dos personagens começou a fase da confecção das fantasias, que têm todas as partes removíveis e possuem velcro para facilitar o manuseio. "A touca de raposa, por exemplo, saem as orelhas, olhos e nariz. A criança pode brincar com a touca, tirar o olho e colocar em posição feliz ou triste. E ainda dá pra serem produzidas em casa, não é fácil, mas é possível. Uma dica é usar como tema animais que as crianças já gostam", afirma. Também foi reservado um espaço para customização. "Tem muitos autistas que gostam de desenhar, de demonstrar coisas com imagens. Daí tive a ideia de deixar um lugar pra isso, que eles podem também mudar a imagens quando quiserem, como eles se sentirem bem". O gasto médio com a confecção de cada fantasia foi de R$ 50. “Tive o cuidado com a funcionalidade das peças e as crianças quiseram manusear as peças sozinhas apesar das peças terem muita informação. Pra eles estarem usando as peças e se divertindo significa que foi bem aceito", finalizou. Veja mais notícias do estado no G1 SC

Em breve novidade aqui!!!

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