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Falta de funcionários prejudica instalação de leitos de UTI, dizem hospitais do Oeste de SC

29 Junho 2020

Unidades receberam respiradores, mas não abriram novas vagas de terapia intensiva por ausência de profissionais de saúde. Hospitais do Oeste de SC dependem de novas contratações para ativar leitos A
falta de funcionários tem prejudicado a montagem de novos leitos de terapia intensiva (UTI) para pacientes com a Covid-19 nos hospitais regionais de Xanxerê e São Miguel do Oeste, no Oeste catarinense. As unidades receberam respiradores do estado há algumas semanas, mas ainda não há novos espaços ativos para receber pessoas que tenham contraído o novo coronavírus. Santa Catarina tem 24.364 casos da doença e 312 mortes, segundo o último boletim do governo estadual. Hospital em Xanxerê O Hospital Regional São Paulo, de Xanxerê, atende pacientes de 14 regiões e recebeu 10 novos respiradores do governo do estado, na primeira semana de junho. A cidade está com 90% dos leitos de UTI para coronavírus e geral ocupados. A direção do hospital disse que logo após a chegada dos equipamentos, iniciou o processo de habilitação na Secretaria Estadual de Saúde e Ministério da Saúde, e que abriu um processo para a contratação de equipe, só que tem encontrado dificuldade em conseguir profissionais com experiência no trabalho de terapia intensiva, especialmente na área da enfermagem. A unidade tem 10 leitos de UTI destinados de forma exclusiva ao tratamento de pacientes com a Covid-19. De acordo com o último boletim, 9 estão ocupados. O que preocupa é que a taxa de ocupação tem se mantido entre 80 e 90%, e o fato de a unidade receber pacientes de 14 municípios da microrregião da Associação Municípios Alto Irani (Amai). Hospitais do Oeste não têm conseguido abrir leitos de UTI por falta de profissionais Reprodução/NSC TV Até domingo (28), o hospital registrou 29 altas de pacientes recuperados da doença e 19 mortes. É a unidade hospitalar com maior número de óbitos da região. Hospital em São Miguel do Oeste Outro que também enfrenta dificuldade, principalmente na contratação de profissionais capacitados, é o Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, de São Miguel do Oeste. A direção informou que também está com problemas na compra de medicamentos que estão escassos no mercado. A unidade recebeu 10 respiradores no fim do mês de maio e montou a estrutura e equipamentos necessários para a abertura dos 10 novos leitos de UTI. Mas, para tal, perdeu espaço de leitos clínicos. E por isso, pode precisar de suporte de hospitais menores da região para a internação de outras doenças.   A ocupação da UTI exclusiva da Covid-19 é de 55%, com cinco pacientes internados em nove leitos disponíveis. Se houver a necessidade de mais internações, o hospital pode ativar os novos leitos. O hospital foi o escolhido pelo estado como referência no tratamento da Covid-19 para a região Oeste. Dois óbitos pela doença foram registrados na unidade. Outro lado A reportagem da NSC entrou em contato com a assessoria do governo do estado para saber se há planos de ativação de novos leitos e ampliação das vagas nas cidades e regiões em situação mais crítica, mas ainda não teve retorno. Veja mais notícias do estado no G1 SC
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