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Em meio à pandemia, WEG adaptou o trabalho para produzir ventiladores pulmonares

07 Julho 2020

Equipamentos não faziam parte do portfólio da empresa, mas foram produzidos para atender a demanda que surgiu com a Covid-19 Médico intensivista, o dr. Eduardo Jardim Berbigier explica que
o ventilador mecânico é um instrumento fundamental para atendimento de pacientes com problemas respiratórios. Com o novo Coronavírus, este dispositivo tornou-se ainda mais necessário, e evidenciou a carência de aparelhos diante de uma situação de pandemia. “O que acontece é que o sistema de saúde estava minimamente organizado para dar conta desta demanda. Além disso, essa doença é particularmente desafiadora, porque uma vez que o paciente precise do ventilador mecânico e suporte de UTI, na maioria dos casos, esse atendimento é prolongado. Então, não há uma renovação dos leitos, gerando uma sobrecarga do sistema”, contextualizou o médico. Esta realidade descrita foi a mesma em várias partes do país e do mundo, exigindo a ação de empresas e governos em um trabalho para a construção de aparelhos para que boa parte da demanda fosse atendida. Aqui no Brasil, uma empresa catarinense teve papel importante no atendimento à necessidade que se criou pelo grande número de pacientes internados com Covid-19 e em um estágio que era necessário o uso da ventilação mecânica. De Jaraguá do Sul, o multinacional Weg, adaptou sua linha de produção para adequá-la ao desenvolvimento dos equipamentos necessários à manutenção da vida de muitas pessoas. Segundo o diretor superintendente da Weg Automação, Manfred Peter Johan, todo este processo foi algo inesperado, mas que mostrou a capacidade da empresa e se reinventar. Ele destaca que todos os procedimentos foram feitos com muito esforço e trabalho coletivo. “Nós fomos procurados pelos Ministérios da Economia e da Saúde que estavam buscando empresas de tecnologia que pudessem aumentar a capacidade produtiva dos ventiladores pulmonares destinado às UTIs”, contou o diretor, explicando que a empresa tem um planejamento de longo prazo para diversos setores nos quais a empresa atua, mas que nesse, em específico, não havia planejamento. A falta de planejamento não foi um problema para empresa que precisou estudar o produto. Identificaram aquilo que já dominavam - a eletrônica presente nos respiradores - e buscaram desenvolver a pneumática - que não fazia parte do portfólio da empresa. “O grande problema que encontramos foi a falta de componentes para fabricar estes ventiladores. Muitos deles são importados e existe uma escassez mundial devido ao grande consumo. A saída foi fabricar alguns desses produtos”, explicou. Desenvolvimento de ventiladores pulmonares pela WEG Divulgação O cenário e a demanda já estavam estabelecidos, bem como as dificuldades em atender ao chamamento das autoridades em saúde. Tudo isso, e as rotinas normais da empresa tiveram que ser alinhados para que nada saísse errado. Johan conta que eles tiveram que adaptar várias áreas da companhia, desde ferramentaria, injeção de plástico, produção de placas eletrônicas até a produção de equipamentos e peças. “No final, nós construímos uma nova fábrica dentro de uma fábrica para a produção e teste dos ventiladores pulmonares”, destacou. Entre a primeira encomenda e a conclusão do modelo WL16, levou um mês. A WEG contou com o apoio da Leistung, também de Jaraguá do Sul, para o aprimoramento da tecnologia. “Isso tudo só mostra a nossa capacidade de inovação e transformação. Por sinal, o índice de inovação da WEG é muito grande. Para se ter uma ideia, mais de 50% da nossa receita vem de produtos que foram desenvolvidos nos últimos cinco anos”, complementa o diretor. Produção de ventiladores pulmonares pela WEG Divulgação E se a empresa tem motivos para se orgulhar do trabalho que fez, o mesmo vale para cada profissional que foi envolvido neste processo. Segundo Johan, os retornos dos trabalhadores foram muito positivos, demonstrando a gratidão de quem pode participar de uma ação que salvou e salva a vida de muitas pessoas em um momento em que toda ajuda é importante. Tanto trabalho e dedicação rendeu à WEG uma homenagem na Assembleia Legislativa do Estado e um reconhecimento especial por parte da Federação da Indústria de Santa Catarina (Fiesc). “Estamos bem convictos de que Santa Catarina tem uma indústria diversificada. São empresa, como a Weg, nascidas aqui e que têm o espírito empreendedor do estado”, complementou o presidente da Fiesc, Mário César de Aguiar. Ao todo, o Ministério da Saúde adquiriu 950 unidades e o governo do Estado comprou 500 respiradores. Ainda assim, o diretor da WEG Automação explicou que a produção dos ventiladores é temporária e que a empresa não visa um crescimento econômico a partir deles. “Por enquanto nós não temos novas encomendas, mas estamos preparados para produzir mais se for preciso. Nosso desejo é que isso não seja mais necessário e que essa pandemia acabe o mais rápido possível”, finalizou. Projeto especial destaca o valor do agro catarinense Exatta Bombas adaptou produto para dosagem de álcool em gel, iniciativa que tem ajudado outras empresas Fecoagro fez adaptações em rotina de trabalho para garantir produtividade do agronegócio catarinense Anjo Tintas se reinventa e passa a incluir álcool 70%, inclusive em aerosol, em seu portfólio Saiba mais sobre as empresas que estão se reinventando
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