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Unesc participa de estudo internacional sobre os impactos da pandemia da Covid-19 na saúde mental

05 Agosto 2020

Levantamento envolve mais de 200 cientistas de 35 países. No Brasil, quatro universidades estão à frente do projeto. Pesquisadores da Unesc participam de pesquisa internacional sobre
efeitos da pandemia A Unesc (Universidade do Extremo Sul Catarinense) é uma das quatro universidades brasileiras que estão à frente, no país, de um estudo colaborativo internacional para coletar dados sobre os efeitos da pandemia da Covid-19 na saúde mental das pessoas. A pesquisa envolve mais de 200 cientistas de 35 países. "Nós estamos tentando entender o que pode melhorar os efeitos negativos sobre o bem-estar físico e mental, mas também desenvolver estratégias preventivas que possam acontecer em pandemias futuras", disse o professor Christoph Corell. A Unesc fica em Criciúma, no Sul do estado, e quem lidera a pesquisa na instituição é a doutora Samira Valvassori. A cientista catarinense foi uma das escolhidas por ser referência em todo o país quando o assunto é saúde mental. Ela conta que por enquanto eles estão na primeira de três fases: a dos questionários. "Nós vamos conseguir dados concretos sobre como está a saúde física e mental da população para mostrar para as autoridades. E para que talvez então seja dada uma maior atenção para investimentos, principalmente na área de saúde mental", disse Samira. Pesquisa com participação da Unesc quer ver impactos da pandemia na saúde mental Reprodução/NSC TV João Quevedo foi um dos doutores convidados pela Samira para ajudar a coordenador o projeto. Ele explicou que todos os dados vão ser distribuídos entre pesquisadores e universidades envolvidas no estudo. Entre elas, Oxford na Inglaterra e Stanford no Estados Unidos. "Estar envolvido em um estudo internacional dessa proporção nos permite a colocar Santa Catarina no cenário mundial da pesquisa em psiquiatria e a produzir em Santa Catarina dados da nossa população que podem ajudar a planejar as próximas ações de saúde mental durante e pós pandemia", falou Quevedo. Uma das pessoas psicologicamente afetada foi a gestora de vendas Sania de Luca. No início da quarentena viu os sintomas da Covid-19 surgirem, mas não se tratava da doença. "Eu cheguei em casa e comecei a sentir febre, dor de cabeça, dor de garganta, dor no corpo. E aí conversando com o médico [por telefone], de imediato ele realmente achou que eu estava tendo uma crise de pânico", falou. Ela foi uma das que já participou da pesquisa, e sabe que a informação é importante não só para a ciência, mas para quem passa por isso e às vezes nem sabe. "As pessoas tendo conhecimento de que isso acontece, elas podem procurar orientação psicológica e podem procurar uma orientação para que isso não prejudique a vida delas", opinou. A pesquisa pretende ser o maior diagnóstico de saúde mental do mundo. Com ele em mãos, gestores públicos podem pensar em políticas e investimentos no setor. Por enquanto, pouco mais de dois mil brasileiros responderam às perguntas, e a meta é chegar a 30 mil. O questionário ficará disponível por 18 meses por meio deste link. Veja mais notícias do estado no G1 SC
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