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Lar de idosos em SC tem reencontro de pai e filha com 'cortina do abraço' na véspera do Dia dos Pais

09 Agosto 2020

Iniciativa foi tomada por voluntários a fim de proporcionar a quem mora no local, em Joinville, um pouco de conforto, carinho e afeto. Lar de idosos de Joinville
promove dia de abraço, com medidas de prevenção à Covid-19 Este ano, o Dia dos Pais será diferente em Santa Catarina por causa do isolamento social causado pela pandemia do coronavírus. Para proporcionar aos idosos de uma casa de repouso em Joinville, no Norte do estado, um pouco de conforto, voluntários promoveram uma "cortina do abraço", para que eles pudessem receber o carinho de familiares na véspera do Dia dos Pais. Eliane Sadka aproveitou a oportunidade para ver o pai dela, de 88 anos. Eles compartilharam um abraço apertado através da cortina, feita de plástico e com espaço para os braços. "A gente vem toda semana, duas vezes por semana, eu converso com meu pai aqui da calçada. Ele diz: 'Entre, filha, entra'. E eu não posso. E eu digo: 'Pai, um beijo no seu coração, abraço'. E hoje deu abraço, mesmo com a cortina, mas eu senti ele aqui, ó, encostando no meu coração", contou. Idosos ganham abraço improvisado em Joinville, no Norte catarinense Reprodução/NSC TV A cortina de plástico permite o contato, mas protege os idosos de uma possível contaminação. Depois de cada abraço, o material é higienizado. Com mais de cinco décadas de casamento, Manfredo Dietrich ficou sem poder abraçar a mulher, da dona Maria do Carmo, por quase cinco meses. "A saudade é grande. Muito grande. Porque imagina, 55 anos casados, você de repente não poder mais participar direto. Complicado", disse ele. Aleksandro da Silva não veio ver a mãe ou a avó. Ele era taxista de Ilma, uma das idosas. A amizade que começou nas corridas dura até a atualidade. "Nasceu essa relação tipo de amor, já não foi mais de prestador de serviço com a cliente Já foi de amizade", disse. Abraço dado em lar de idosos de Joinville, no Norte catarinense Reprodução/NSC TV Aos 67 anos, Íris Karnopp recebeu a visita da família toda. "Nós todos temos que ter muita fé porque a nossa pandemia é um problema sério, mas nós vamos aguardar e esperar que tudo melhore", disse. Assim como em outras cidades, em Joinville a maioria das vítimas fatais da Covid-19 é de idosos. Pais e mães, maridos e esposas. Avós que foram embora mais cedo do que deveriam. A dona do lar de idosos reforça a importância do afeto neste momento tão difícil. "Quanto mais tu dá amor, carinho, atenção, não é só alimentação e medicação. O amor é tudo", disse Delires Gordeichuk. Para quem ficou tanto tempo sem poder abraçar quem se ama, a sensação de poder finalmente fazê-lo é reconfortante. "Meu, meu e dela. Não dá para explicar, só quem sente. Muito bom, maravilhoso depois de quase cinco meses, entrando sem tocá-la, só vê-la, de longe, e você sentir o coraçãozinho dela no seu peto. Maravilhoso", disse a dona de casa Lola Furlan. Initial plugin text Veja mais notícias do estado no G1 SC
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