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Permissionários cobram ações de proteção ao coronavírus na Ceagesp

27 Março 2020
Sindicato de trabalhadores reclama de falta de ações por limpeza durante pandemia Agência Brasil

O Sincaesp (Sindicato dos Permissionários em Centrais de Abastecimento de Alimentos do Estado de São Paulo) denunciou nesta quinta-feira (26) a lentidão na aquisição de produtos para a higiene pessoal e proteção à pandemia do novo coronavírus de trabalhadores que atuam nas dependências da Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo.

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O presidente da entidade, Cláudio Furquim, afirma que a direção da Ceagesp não adotou um planejamento preventivo - assim como ocorrido durante a enchente que atingiu a companhia, no mês passado - para lidar com o surto e tem falhado na disponibilização de materiais para a limpeza dos postos de trabalho e a higiene pessoal de funcionários das mais diversas atividades, como carregadores autônomos e outros colaboradores.

"Isso causou revolta entre nós. Que a companhia execute o que é necessário e garanta a continuidade do nosso trabalho. Estão nos asfixiando com relação à nossa saúde quando não prestam um serviço eficiente e descente com relação ao combate ao vírus. E financeiramente com altos valores cobrados internamente", enfatizou o sindicalista.

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Cláudio Furquim ressaltou que a categoria age de maneira intensa para manter a normalidade no abastecimento de hortifrutigranjeiros, pescados e garantir o funcionamento integral da cadeia de suprimentos. Mas lamentou a falta de retorno em serviços por parte da Ceagesp diante dos custos com os serviços terceirizados de limpeza e segurança para manter os postos de comércio.

"São três milhões de toneladas por ano de hortifrutigranjeiros, pescados e flores. O setor de flores foi atingido diretamente por causa da restrição [quarentena]. O custo elevadíssimo de serviço terceirizado de limpeza, que consome mais de R$ 50 milhões por ano, e segurança, que custa cerca de R$ 20 milhões por ano", complementou.

Ceagesp rebate críticas

Por outro lado, o presidente da Ceagesp, Johnni Hunter Nogueira, destacou que deu início, nesta quinta-feira (26), à higienização das dependências do mercado. Está sendo utilizado cloro nas ruas do entreposto para eliminar bactérias. Foram disponibilizados cinco caminhões-pipa, que serão constantamente reabastecidos, para o serviço de limpeza e o trabalho deverá ser finalizado no próximo domingo.

O executivo afirmou que não tem medido esforços ao adotar medidas contra a covid-19 e não prejudicar o abastecimento, atividade essencial, todas de acordo com as orientações do Ministério da Saúde e dos órgãos superiores a quem a empresa responde.

"Nos espanta que, em um momento delicado diante de uma pandemia, quando a hora requer a união de forças e estratégias, um pequeno grupo decida atacar a diretoria disseminando informações infundadas", destacou a nota enviada pela assessoria de comunicação da Ceagesp ao R7.

Ainda segundo a companhia, o trabalho é realizado em favor de todos os comerciantes - associados ou não a classes representativas - e não pode privilegiar ou aceitar calúnias feitas por um pequeno grupo representado pelo presidente do Sincaesp.

"De forma transparente, apresentamos todos os comunicados oficiais publicados até o momento, em que apresentamos as medidas tomadas na busca do equilíbrio entre prevenção e abastecimento", finalizou o texto.

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