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São Paulo registra 214 mortes por covid-19 e 395 pacientes em UTI

03 Abril 2020
Taxa de hospitalização por covid-19 em SP é de 27% Alice Vergueiro/Estadão Conteúdo - 1.4.2020

São Paulo, estado mais afetado pela pandemia de covid-19 no país, confirmou 3.506 casos da doença até esta sexta-feira (3). Destes, 214 evoluíram para óbito.

Entre os demais, 395 pacientes se encontravam em UTI na data de hoje; outros 489 permaneciam internados em enfermaria, tanto na rede pública quanto em hospitais particulares.

Dentre os casos confirmados, excluindo-se os óbitos, 12% dos pacientes com covid-19 necessitaram de internação em UTI no estado. A taxa de hospitalização é de 27%.

O estado conseguiu zerar uma fila de 201 óbitos suspeitos de covid-19 que ainda não haviam tido os exames processados.

O secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, afirmou que entre cerca de 180 exames analisados - os demais estão em fase de analise final -, 26 deram positivo para covid-19.

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'Um mês de notícias tristes'

O governador de São Paulo, João Doria, começou a entrevista coletiva desta sexta-feira falando que o mês de abril "será um mês de notícias tristes para os brasileiros" em relação à pandemia do coronavírus. 

As projeções do centro de contingência montado no estado para monitorar o avanço do vírus mostram que haverá um aumento significativo do número de casos e mortes nas próximas duas semanas, afirmou Doria. 

"O embasamento disso é científico, é dado pelos médicos especialistas do nosso comitê do centro de contingência do coronavírus."

O estado tem uma fila de 16 mil exames de pessoas com suspeita de coronavírus que aguardam análise. 

O presidente do Instituto Butantan, que centraliza a rede laboratorial, Dimas Covas, disse esperar "que isso seja rapidamente equacionado", com a ampliação da capacidade que está sendo instalada em todo o estado.

No entanto, ele ressaltou que as estatísticas nos mostram "o dia de ontem".

"Temos que olhar para as projeções, estamos olhando no retrovisor. Temos que ver o que vem à nossa frente. Nas duas ou três semanas, vamos conhecer exatamente o tamanho desta epidemia. Estamos no começo dela e vamos saber se vamos encontrar um Everest pela frente ou um monte mais suave."

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