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Oito meses após desaparecimento, caso Lucilene segue sem soluções

15 Setembro 2020
Lucilene desapareceu na noite de 24 de dezembro de 2020 Reprodução/Record TV

O desaparecimento de Lucilene Ferrari, de 48 anos, continua sem resolução. A família da empresária procura por respostas para um caso que parece não se solucionar, mesmo após mais de oito meses do dia do sumiço, em 24 de dezembro passado.

Na noite de véspera do Natal, Lucilene deixou sua casa em Porto Ferreira, no interior de São Paulo, e nunca mais voltou. Ela havia dito que passaria a ceia na casa da irmã em Descalvado, uma cidade vizinha, mas desapareceu e não deixou pistas.

O principal suspeito do possível crime é Vanderlei Meneses, com quem a mulher mantinha um relacionamento, segundo a família, e sócio do hotel de propriedade de Lucilene. Ele foi preso temporariamente em 29 de fevereiro, mas deixou a prisão 60 dias depois e nega ter cometido qualquer crime.

Foi Vanderlei quem registrou o sumiço de Lucilene na delegacia de Porto Ferreira, três dias após a noite em que ela desapareceu. Ela teria saído com R$ 1.550 e apenas a roupa que vestia. Segundo o homem relatou ao R7 à época, ela havia sido vista nas imediações da rodoviária da cidade.

O caso pareceu aproximar-se de uma resolução em 7 de maio, quando um corpo foi encontrado num matagal da região. À época, a Polícia Civil suspeitou que a ossada fosse de Lucilene, mas era de outra mulher.

Novidades

As mais recentes atualizações sobre o caso revelam trocas de mensagens entre Lucliene e Vanderlei, às quais o Cidade Alerta, da Record TV, teve acesso.

Os recados registrados no celular da empresária, entre fotos e textos, mostravam uma relação íntima entre os dois.

A empresária dizia sentir saudades, em dormir juntos “de conchinha”, chamava Vanderlei de “mor” e, por ele, era chamada de bebê.  À Record TV, entretanto, Vanderlei negou ter relação íntima com a sócia.

As mensagens armazenadas no celular da empresária revelam um fato inédito: a uma amiga, ela contava que estava sendo traída por Vanderlei, que teria uma outra mulher em sua vida. Disse, inclusive, que chegou até esta mulher e descobriu de quem era o carro que Vanderlei usava no dia-a-dia.

Família suspeita de Vanderlei

Para os familiares de Lucilene, a hipótese considerada desde o desaparecimento é que a responsabilidade sobre o caso seja de Vanderlei.

Segundo eles, testemunhas presenciaram uma briga entre a empresária e o homem no início da noite em que Lucilene desapareceu.

Um dos hóspedes, que optou por não se identificar, disse que ficou quatro dias no hotel desde o dia 25 de dezembro, e afirmou ter notado um comportamento estranho por parte de Vanderlei.

Ele era um dos álibis do sócio do hotel e suspeito do crime, que disse estar no local por volta das 19h do dia 24, aguardando a chegada do hóspede, que relatou, na verdade, ter marcado para chegar ao estabelecimento na madrugada seguinte.

A perícia encontrou manches de sangue em alguns locais do hotel e também no carro de um hóspede, que teria sido usado por Vanderlei.

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