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Polícia desarticula grupo suspeito de receptar celulares roubados e ameaçar vítimas

20 Janeiro 2020

De acordo com informações da SSP de Sergipe divulgadas nesta segunda-feira (20), os crimes envolviam pessoas de Aracaju, Rio de Janeiro e Belém. Ameaças que vítimas de celulares furtados
recebiam do grupo criminoso Reprodução/SSP/SE Três pessoas foram presas e duas estão foragidas suspeitas de integrarem um grupo criminoso que furtava celulares e ameaçava vítimas através de um aplicativo de mensagens. De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Sergipe divulgadas nesta segunda-feira (20), os crimes envolviam pessoas de Aracaju, Rio de Janeiro (RJ) e Belém (PA). As investigações começaram há cerca de um ano e as prisões ocorreram na semana passada. Segundo a polícia, os crimes costumavam acontecer em festas. Uma média de 50 celulares eram roubados em cada uma delas. “Tudo começa com os roubos e furtos de celulares. Sejam em grandes festas, em via pública ou em um restaurante, como um em Aracaju, onde uma arquiteta e a esposa de um deputado estadual tiveram seus celulares roubados”, disse a delegada Mayra Moinhos. Ainda segundo as investigações, com os celulares em mãos, os receptadores contratavam um homem que mora em Belém (PA), e está foragido, para acessar os novos números de telefone utilizados pelas vítimas, enviar um link, via SMS, de um site falso e fazer com que elas acessassem para resgatar as informações dos aparelhos roubados. Caso as vítimas não caíssem na fraude, as ameaças começavam. “As investigações apontaram que ele é quem realiza as ameaças e também utiliza o sistema do suspeito do Rio de Janeiro. Apostando em roubos e furtos, ele já trabalha como receptador há anos, virando os IMEIs de celulares furtados e roubados. No caso dos Iphones, como não pode virar o IMEI, utiliza o sistema de Cristian Mayca”, detalhou a delegada. Contra ele existem três mandados de prisão em aberto, dois em Belém e um em Vitória (ES). “Conseguimos também conversas dos envolvidos no núcleo criminoso tramando em grupos de um aplicativo de conversa, criados especificamente para falar das regras ensinadas por um deles e ainda como resgatar as informações das vítimas”, explicou Moinhos. Com os dados, os hackers desvinculavam os aparelhos dos nomes dos verdadeiros donos e vendiam em lojas. O dono de uma loja de serviços de telefonia e informática na região da Pavuna, no Rio de Janeiro (RJ) é o principal alvo da investigação. Segundo a polícia, na localidade, é conhecido ainda como 'o cara que desbloqueia Iphone' e utilizava o nome de 'Rozan Páginas', para vender o sistema dele em redes sociais para todo o país. “Ele é muito conhecido dos receptadores e donos de lojas de celulares. Tem um canal forte com eles pelo Whatsapp. Ele esconde-se no anonimato e usa as redes sociais para veicular vídeos ensinando como aplicar os golpes e desbloquear os aparelhos”, ressaltou a delegada. Outro investigado é o proprietário da empresa de celulares que mora em Aracaju. Segundo a SSP, ele ficou muito conhecido por "ostentar" nas redes sociais, em hotéis de luxo, resorts e viagens. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e continua preso. Já as outras duas, também de Aracaju, foram ouvidas e liberadas. Elas responderão em liberdade. Quem tiver informações sobre os foragidos pode entrar em contato com o Disque-Denúncia através do telefone 181. O sigilo é garantido. Alerta A delegada Mayra Moinhos alerta para a ocorrência dos furtos durante tumultos em shows. “Eles abordam de uma maneira que você não percebe. Essas pessoas que subtraem recebem apenas pela subtração: R$ 50 por aparelho. Esses celulares desaguam em receptadores e, quando se trata de uma marca específica com maior dificuldade de formatação e revenda, precisam de receptadores especializados”, disse. Para evitar este tipo de golpe, quem tiver o celular roubado pode cadastrar o aparelho no site Alerta Celular da SSP.

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