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Mais de 14 mil pessoas têm solicitações de benefícios pendentes há mais de 45 dias no INSS em Sergipe

23 Janeiro 2020

Pessoas com deficiência são maioria dos que aguardam liberação de benefício assistencial no estado. Longas filas em agência do INSS de Aracaju Reprodução/TV Sergipe O Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) tem 14,4 mil pedidos de benefícios previdenciários pendentes há mais de 45 dias em Sergipe. O benefício com maior fila de espera é o assistencial dado à pessoas com deficiência, que tem mais de 5.630 mil na lista. Os dados foram solicitados ao INSS pelo G1. O prazo de 45 dias é o período para que o INSS comece a pagar o benefício, após o usuário dar entrada na solicitação. Na maioria dos casos, o atraso ocorre devido a problemas no sistema de análise da própria previdência. Em todo o país, até o início da semana passada, quase 2 milhões de pessoas estavam na espera mesmo após esse prazo. Desses, 500 mil estão a espera de documentos que dependem do segurado, mas quase 1,5 milhão estão parados por falha no sistema. Na semana passada, o governo federal reconheceu o problema e anunciou medidas para reduzir a fila de espera. Entre elas, está a previsão de convocação de militares da reserva para o atendimento no órgão. No entanto, a situação só deverá se normalizar em setembro, de acordo com a previsão do próprio poder Executivo nacional. Porém o governo federal ainda não publicou os decretos que vão implementar as medidas emergenciais anunciadas. Não há prazo para que a situação seja normalizada. A expectativa do governo é de oito meses. A reportagem da TV Globo apurou que os decretos podem ser publicados no fim desta semana ou no início da próxima. Oficialmente, o governo afirma que os decretos ainda estão sendo preparados, inclusive o que deve estabelecer a contratação de 7 mil militares da reserva. A seleção dos militares será feita pelo Ministério da Defesa. Hoje, 7.820 servidores do INSS fazem a análise de documentos para a concessão de benefícios. Com a chegada dos militares, funcionários do INSS devem sair do atendimento e reforçar a análise. Em agosto do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública contra a União e o INSS determinando que fossem contratados de forma temporária, em até 45 dias, funcionários em número suficiente para atender às demandas acumuladas há mais de 60 dias no instituto. Além do recrutamento de mão de obra temporária, o MPF pediu que fosse realizado concurso para provimento de cargos efetivos vagos. Além disso, o INSS deveria informar mensalmente o tempo de análise dos pedidos recebidos.

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