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Estudo mostra tendência de aumento de casos e mortes pelo coronavírus em oito bairros de Aracaju

16 Setembro 2020

Estabilização ocorre desde o fim de julho, mas pesquisadores alertam para mudança na curva já que com a retomada da economia, muitas pessoas voltaram às ruas. Pesquisador fala sobre
o estudo Um estudo da Universidade Federal de Sergipe (UFS), divulgado nesta quarta-feira (16), mostrou uma tendência de aumento de novos casos e mortes pelo novo coronavírus em bairros das Zonas Norte, Oeste e Sul de Aracaju, entre a metade do mês de agosto - quando iniciou a reabertura do comércio no estado - e o início de setembro. Ao todo, a capital registrou mais de 34,1 mil casos e 711 óbitos. Mapa mostra casos e mortes por cidade As localidades são: Santo Antônio, Porto Dantas, Industrial, Conrado de Araújo, América, Novo Paraíso, Santa Maria e 17 de Março. Estudo do EpiSergipe mostra aumento de casos e mortes em oito bairros da capital UFS/Divulgação De acordo com o professor do Departamento de Educação em Saúde e coordenador do Laboratório de Patologia Investigativa da UFS, Paulo Ricardo Martins Filho, o estado está em estabilização de casos e mortes há mais de um mês, mas é necessário ficar atento com a curva já que com a retomada da economia, muitas pessoas voltaram às ruas. "A gente teve até o final de julho uma inclinação importante das curvas, das linhas de incidência e mortalidade por Covid aqui em Aracaju em todas as zonas urbanas da nossa capital. A partir daí a gente começou a ter uma desaceleração do número de casos novos, em seguida, no número de óbitos. Nessa fase, a gente começou a ter o processo de reabertura da economia, nos quinze dias iniciais de agosto, com a liberação dos decretos de reabertura da economia, e esse cenário tem sido mantido. A gente vê nas quatro zonas urbanas de Aracaju, de uma maneira geral, eu diria uma estabilização do número de casos novos e do número de óbitos. É preciso acompanhar de forma detalhada como a dinâmica do vírus se comporta nessas regiões, uma vez que é possível prever se poderá acontecer com essa nossa fase, com a volta às atividades, a volta das pessoas à rua, se poderá acontecer novos casos da doença", explicou Martins Filho. O pesquisador também diz que a doença pode se comportar de formas diferentes em cada região. "O que a gente tem que se preocupar é com o comportamento da doença dentro dos bairros por conta das características de cada bairro. Então nós temos grande desigualdade do ponto de vista socioeconômico dentro da nossa cidade, inclusive dentro das nossas zonas urbanas", disse. O estudo avalia as quatro zonas urbanas e foi desenvolvido no âmbito do Projeto EpiSergipe, que utilizou como base os boletins epidemiológicos da secretaria de saúde da capital. De acordo com a UFS, a pasta já foi comunicada sobre o levantamento. Initial plugin text
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