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Secretário pede investigação sobre conduta de delegados responsáveis por operações contra corrupção

19 Novembro 2019

Cristiano Sampaio assinou uma recomendação para que o TJ, OAB e outros órgãos apurem supostos desvios de conduta e quebra de sigilo por parte dos policiais. Delegados foram retirados
dos cargos pelo governador. Recomendação foi assinada por Cristiano Sampaio, secretário de Segurança Pública do Tocantins Reprodução/TV Anhanguera O Secretário de Segurança Pública do Tocantins, Cristiano Barbosa Sampaio, assinou uma recomendação para pedir investigações sobre a conduta de delegados responsáveis por operações contra a corrupção no estado. No documento, Sampaio indica que o Conselho Estadual de Segurança (Conesp/TO) recebeu denúncias de desvios de conduta e quebra de sigilo funcional por parte dos delegados durante as investigações. A recomendação foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (19) e assinada pelo secretário na condição de presidente do conselho. São os mesmos delegados que foram transferidos dos cargos pelo governador Mauro Carlesse (DEM). Na época da medida, o sindicato que representa os delegados afirmou que a decisão iria prejudicar as investigações contra corrupção e que se tratava de perseguição. Os delegados foram responsáveis pela abertura de diversos inquéritos que investigam autoridades do governo e políticos. Segundo o texto da recomendação, a denúncia foi feita por um representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O nome dele não foi divulgado. O documento pede que a Corregedoria da Polícia Civil, o Ministério Público, o Tribunal de Justiça, a OAB e a Procuradoria-Geral de Justiça tomem conhecimento da denúncia e investiguem o caso. A acusação é de que pedidos semelhantes baseados nas mesmas evidências foram submetidos a mais de um juiz para burlar decisões judiciais e que investigações sigilosas foram divulgadas para a imprensa pelos delegados. O pedido é relacionado a equipe da antiga a Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública (Dracma), substituída pela Divisão Especializada de Combate à Corrupção (Decor). O G1 procurou o então delegado titular da Dracma ,Guilherme Rocha, para comentar a recomendação e aguarda retorno. A Secretaria de Segurança Pública do Tocantins informou que que a iniciativa foi oriunda dos representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, no Tocantins e do Ministério Público Estadual. (Veja nota completa abaixo) O presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Tocantins, Mozart Félix, disse que pela publicação não é possível saber do que se tratam as acusações. "Fala aqui que durante investigações e [que houve] pedidos sobre o mesmo tema, sem falar qual é o tema, sem falar qual a investigação, sem falar qual é o caso concreto. Então nessa publicação não temos nada além de ilações", disse ele. O presidente do Sindepol lembrou ainda que as faltas funcionais poderiam ser investigadas pela corregedoria, mas que a SSP está sem um corregedor porque a última nomeação foi considerada ilegal pela Justiça. A própria extinção da Dracma e substituição pela Decor foi motivo de grande controvérsia. O secretário Cristiano Sampaio acabou tendo que ir até a Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados para dar explicações. Ele respondeu a perguntas por mais de quatro horas e negou que o governo estivesse tentando interferir nas investigações. O que diz a SSP Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins disse que o colegiado do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conesp) é autônomo em relação à SSP; que a Iniciativa foi oriunda dos representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Tocantins (OAB-TO) e do Ministério Público Estadual do Tocantins. Informou anda que o colegiado do Conesp aprovou a recomendação de forma unânime. Por fim, reforçou que não houve nenhuma providência por parte da SSP, que o Conesp recomendou encaminhar para os órgãos do Poder Judiciário, de controle externo da atividade policial e Corregedoria-Geral da Polícia Civil para que tomem as providências que julgarem cabíveis. Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

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