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Polícia faz novas análises da água do lago para aprofundar inquérito sobre poluição e despejo de esgoto

11 Fevereiro 2020

Inquérito vai analisar trechos do lago de Palmas, ribeirão Taguaruçu Grande e córrego Machado, na região sul de Palmas. Região tem sofrido com mau cheiro e manchas verdes na
água. Polícia Civil verifia poluição em trecho do lago de Palmas Divulgação/SSP A Delegacia Especializada de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Conflitos Agrários informou nesta terça-feira (11) que vai aprofundar a investigação das denúncias de poluição no lago de Palmas, ribeirão Taguaruçu Grande e córrego Machado, na região sul de Palmas. Ainda segundo a polícia, novas análises da água estão sendo realizadas. A Polícia Civil informou, nesta segunda-feira (10), ter constatado que a mancha verde encontrada em um trecho do lago é causada por poluição e o problema estaria relacionado ao despejo de esgoto, entre outros fatores. O problema vem sendo registrado na região sul de Palmas desde o início do ano e tem preocupado os moradores pelo risco de contaminação e mau cheiro. Um inquérito policial foi aberto após laudos feitos pela perícia e pela Universidade Federal do Tocantins. A investigação deve ser concluída em 30 dias. A concessionária de água e esgoto de Palmas, a BRK Ambiental, afirmou nesta segunda-feira (10) que não há relação entre as algas encontradas no Ribeirão Taquarussu e o esgoto tratado pela concessionária. A empresa afirma a presença de algas pode ser observada, inclusive, em pontos anteriores ao lançamento do esgoto tratado. "A presença de algas ocorre pelo acúmulo de nutrientes provenientes de fontes diversas como poluição urbana, fertilizantes e matéria orgânica em decomposição cabendo aos órgãos de fiscalização identificar as contribuições irregulares." O G1 solicitou um novo posicionamento da empresa nesta terça-feira (11). Entenda Água do Ribeirão Taquaruçu está verde com mau cheiro Reprodução/TV Anhanguera Manchas verdes têm aparecido no lago desde o início do ano. O problema está ocorrendo próximo a uma estação de tratamento no setor União Sul e tem prejudicado vários bairros que ficam às margens do córrego Machado, ribeirão Taguaruçu e no próprio lago. O caso foi parar na Justiça e em janeiro o juiz federal Eduardo de Melo Gama, da 1ª Vara Federal de Palmas, determinou que a BRK Ambiental não pode mais despejar esgoto sem tratamento no córrego Machado. A multa em caso de descumprimento é de R$ 100 mil para cada lançamento. O juiz entendeu que desde que a Estação Elevatória de Esgoto no bairro União Sul foi inaugurada, em 2016, houve vários casos de vazamento e que a situação está prejudicando a saúde dos moradores. As manchas malcheirosas foram observadas em diversos pontos do córrego, que deságua no lago de Palmas. Sobre a decisão, a BRK afirmou que houve um vazamento pontual na região causado pelo grande volume de água da chuva e a rede de esgoto é dimensionada apenas para receber os efluentes das casas e comércios. Afirmou ainda que o vazamento durou apenas uma hora e que como o esgoto estava diluído na água não provocou impacto no córrego ou no solo. Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

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